O futuro pertence às cidades ocidentais, que crescem e concentram cada vez mais riqueza e poder


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Há 30 anos e há 20 anos e há 10 anos uma das minhas divagações consistia em adivinhar o que, no século XXI, substituiria os estados enquanto macro-estruturas da organização humana. A coisa podia evoluir por 2 lados: ou as multinacionais assumiriam esse papel (abundam os exercícios de ficção científica a explorar este caminho), ou as cidades recuperariam o protagonismo perdido.

As cidades parecem estar a ultrapassar as empresas. Algumas destas são colossalmente grandes na escala global e exercem o respetivo poder através da aquisição da legislação favorável, mas até agora têm fugido das responsabilidades organizacionais e de sustentabilidade das sociedades. Pelo contrário, para as cidades a organização dos espaços públicos é uma inerência e a sustentabilidade e funcionalidade dos diversos fluxos — humanos, alimentação, energia — são responsabilidades bem aceites.

No Financial Times, Simon Kuper tem um artigo interessante titulado o futuro pertence às cidades ocidentais. Analisa a mudança nos sinais de crescimento das grandes urbes, que acumulam cada vez mais riqueza e poder. E fala do tremendo poder de atração das capitais do ocidente.

Texto: Paulo Querido/Hoje

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The future belongs to the cities of the west (Simon Kuper/Financial Times): These are places where today’s 0.1 per cent, the most mobile class in history, might want to live.

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