Peter Sunde inventou um aparelho para “falir” a indústria musical


 
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A indústria discográfica insiste que todas as cópias não autorizadas representam perdas de vendas. Peter Sunde, co-fundador do Pirate Bay, criou uma máquina que faz 100 cópias por segundo da música “Crazy”, de Gnarls Barkley, e depois armazena-as em /dev/null (ou seja, na “pasta do lixo”).

A máquina, baptizada de Kopimashin, regista o custo de cada música (1,25 dólares) e soma-o à medida que mais cópias são produzidas. “O objectivo do Kopimashin é fazer deste o ficheiro audio o mais copiado no mundo e simultaneamente falir a indústria musical”, escreve Sunde.

No visor, a Kopimashin mostra o número de série da máquina, o número de cópias criadas e o valor em dólares que representa em perdas para as editoras (neste caso, a Downtown Records e a Warner Music). As 8 mil cópias que o dispositivo faz por dia representa 10 milhões de dólares em prejuízos por dia. A este ritmo, a bancarrota está a apenas algumas semanas de distância.

Para fazer a Kopimashin, Peter Sunde só precisou de um Raspberry Pi e de algum código Python, não disponível para o público. “É muito simples, é código feio e não tenho paciência para limpá-lo para a comunidade fazer dele 1% mais rápido – isto é sobre marcar uma posição, não o código em si. Quem quiser criar a sua máquina só tem de abrir o terminal, achar uma música para copiar e fazer ‘while true; do cat file.mp3 >/dev/null; done'”, explicou via e-mail ao Ars Technica.

Peter Sunde quer fazer 13 Kopimashins e exibi-las em galerias de arte para que mais cópias possam ser criadas. Obviamente que o co-fundador sabe que não está realmente a falir a indústria musical copiando ficheiros para o /dev/null. A intenção de Sunde é chamar à atenção para as alegações absurdas feitas pelos titulares de direitos autorais, que atribuem um valor monetário a uma cópia e tentam impedir as pessoas de partilhar as músicas de que gostam com quem quiserem.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!