Racismo no póster chinês de ‘Star Wars: The Force Awakens’?


 
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Nos últimos dias surgiram na net imagens da versão chinesa do póster de The Force Awakens, o sétimo episódio da saga Star Wars.

Há pouco mais de um ano, de entre as centenas de e-mails que vieram ao de cima na sequência dos ataques à Sony Pictures, houve um que se destacou: falava da crença que Hollywood tinha que o público internacional é racista. Parece que essa informação influenciou a Disney a fazer algumas alterações profundas na maneira como tentam vender o filme na China, nomeadamente ao nível da póster promocional.

Para além da inocente troca da posição do vilão Kylo Ren, há duas coisas que não podem ter sido ocorrências do acaso. Para além da diminuição da importância da personagem interpretada por John Boyega (um dos membros do novo trio de personagens principais, note-se) presumivelmente por ser negro, também o favorito do público, Chewbacca, foi completamente retirado do cartaz (talvez por ser um Wookie?).

Nesta versão da imagem, Finn (John Boyega) aparece “a um canto”, escondido por Han Solo e o robot BB-8. A Princesa (agora Senadora) Leia, estranhamente aparece nesta versão do póster e não na do resto do mundo.

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Consegues descobrir as diferenças?

Já aquando da escolha de Boyega para um dos papéis principais do franchise, a sua cor de pele foi posta em causa, questão à qual Boyega respondeu com “para quem possa interessar… Habituem-se!”.

Nos últimos anos estas questões têm-se tornado rotineiras, e a Lionsgate foi forçada a retirar de produção os pósteres italianos de 12 Years a Slave por contar com Michael Fassbender e Brad Pitt, e não com o ator principal Chiwetel Ejiofor. Também foi criticada a decisão da Entertainment Weekly de ignorar Black Panther no feature que fizeram dos super-heróis da Marvel.

Dado que The Force Awakens já quebrou vários recordes de pré-venda de bilhetes e certamente quebrará vários outros, é difícil não pensar que em nada esta decisão presumivelmente racista beneficiaria os números da bilheteira internacional.

Parece que nem o maior filme da galáxia consegue superar a paranóia de Hollywood de defender as suas escolhas de atores pertencentes a minorias nos seus papéis principais.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!