Escultor Rui Chafes é o Prémio Pessoa 2015


Rui Chafes
 
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Rui Chafes, escultor nascido em 1966, é o grande vencedor da 29ª edição do Prémio Pessoa, que coincide com os 80 anos da morte de Fernando Pessoa. Ficou “sem palavras” quando esta quinta-feira recebeu o telefonema do presidente do júri, Francisco Pinto Balsemão.

“Rui Chafes consegue o feito raro de produzir uma obra simultaneamente sem tempo e do seu tempo”, lê-se na acta da reunião do júri composto por várias personalidades. A mesma salienta ainda a importância da realização de trabalhos de Rui Chafes em colaboração com artistas de outras áreas como o realizador Pedro Costa ou com a bailarina e coreógrafa Vera Mantero.

O escultor que tem no ferro o seu material de eleição expõe desde 1986 e, em Portugal, já expôs em espaços conceituados como o Museu de Serralves, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian ou o Museu Colecção Berardo. O seu trabalho pode ser visto actualmente no Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, numa exposição que visa estabelecer uma relação entre as obras do pintor com produções artísticas contemporâneas.

Rui Chafes frequentou a Kunstakademie de Düsseldorf, na Alemanha, depois de se ter formado em escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Tendo por missão a distinguir uma pessoa com nacionalidade portuguesa e com “intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país”, o Prémio Pessoa tem uma dotação monetária de 60 mil euros e é uma iniciativa do Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos. A distinção atribuída pela primeira vez em 1987 e já distinguiu personalidades como o arquitecto Eduardo Souto Moura, o poeta Herberto Helder (que recusou o prémio), a pianista Maria João Pires o constitucionalista José Gomes Canotilho, o actor Luis Miguel Cintra, o historiador José Mattoso ou Maria do Carmo Fonseca, a primeira mulher cientista a receber o galardão.

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