(SEM SPOILERS!) ‘Star Wars: The Force Awakens’ é um dos melhores episódios da saga


(NOTA: Este artigo não contém nenhum tipo de spoilers ou informação crucial quanto ao filme, sente-te à vontade para o ler. Se já tiveres visto o filme, poderás consultar uma versão detalhada da crítica aqui.)

Finalmente, depois de mais de um ano e meio após ter sido confirmada a existência de uma nova trilogia da saga mais famosa do mundo, chegou aos ecrãs o episódio VII: The Force Awakens!

Se em 1977 o primeiro episódio de Star Wars não tivesse sido baptizado com o título A New Hope, este teria sido tão fiel à nova história como The Force Awakens. As semelhanças entre este último episódio e o primeiro são notórias, ambos os filmes são o início de algo que promete, algo belo e que marcará a história do cinema mundial. Uma lufada de ar fresco.

Este filme conta com três novas e icónicas personagens principais (Poe Dameron, Rey e Finn) que não podiam ser mais diferentes, e ainda assim são tão compatíveis umas com as outras. E se por um lado este trio maravilha pode ser comparado com os “dinossauros” Luke Skywalker, Han Solo e Leia Organa, a verdade é que são três personagens totalmente novas e originais, com backgrounds históricos tão ou mais interessantes do que os três originais. Tal como em A New Hope, os novos heróis completam-se entre si, e vêm agora brilhar lado a lado com os clássicos que já referimos, Chewbacca, R2-D2 e C-3PO.

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O novo robot redondo da saga, BB-8, também merece um grande destaque. Fazendo-nos lembrar o início da carreira de R2-D2 com Leia Organa, este robot chega ao contacto com os nossos heróis com uma missão. E quem diria que uma mera esfera branca e laranja conseguia ser tão interessante e tão melhor que o seu antecessor azul e branco a mostrar emoções! Uma adição de luxo ao novo elenco.

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Para quem está familiarizado com a saga, sabe que no mundo dos Sith há sempre dois: um mestre e um aprendiz. Neste filme são o Supreme Leader Snoke e o já conhecido das peças de merchandise e dos trailers Kylo Ren, respetivamente. Snoke, sem querer adiantar muito da sua forma física, é uma personagem inteiramente em CGI interpretada por Andy Serkis. Este novo mestre ainda não mostra os seus poderes em The Force Awakens (e o mesmo pode ser dito de Captain Phasma, a personagem interpretada por Gwendoline Christie), mas pela sua postura e palavras podemos antecipar um episódio VIII em que veremos a sua verdadeira natureza maligna e implacável, já sugerida neste episódio VII. J. J. Abrams já tinha comentado que Snoke iria fazer Darth Sidious parecer fraco e amigável, mas isso ficará para mais tarde.

E chegou a altura de falar de Kylo Ren. Tal como nos casos de Darth Vader ou Darth Maul, o seu nome é adoptado aquando da sua conversão para o lado negro da força (e mais não podemos adiantar, sem deixar alguns fãs muito chateados). Com um look icónico, Ren promete marcar o universo de Star Wars de uma forma quase tão profunda como Darth Vader. Esta é a personagem mais interessante do filme, e com certeza a melhor interpretação do mesmo por parte de Adam Driver (seguida por Daisy Ridley no papel de Rey), o papel de Kylo Ren no próximo filme da saga fica um segredo guardado a sete chaves por agora. Com uma história longuíssima por detrás da personagem, Kylo é a personagem chave deste filme, e se calhar a mais humana. Adam Driver foi exímio neste filme, embora esta personagem peque um pouco pela sua caracterização, pois pela sua longa história seria de prever um vilão mais temível e poderoso do que aquele que a Disney e a Lucasarts nos apresentaram. Não obstante, a melhor personagem e caracterização de The Force Awakens.

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Quanto à performance de J. J. Abrams na cadeira de realizador do filme mais esperado da década, nada de mau pode ser apontado. Abrams foi extremamente fiel ao estilo a que já estávamos habituados nos primeiros 6 fascículos desta já grande história. E se por um lado nos traz elementos de realização já conhecidos de todos nós, traz-nos também algo mais, algo novo e interessante, como a sua interpretação das viagens no hiper-espaço ou movimentos de câmara mais ativos do que nos filmes que antecederam este episódio. Os medos dos fãs foram com certeza esquecidos, e J. J. terá agora o aval dos fãs para se voltar a sentar na cadeira de sonho para os próximos dois episódios.

Resumindo, este é um episódio da saga da Guerra das Estrelas que assenta num equilíbrio mais que perfeito do que já conhecemos e do que é novo, um episódio ao nível do melhor que a saga nos apresentou em The Empire Strikes Back e que nos deixa sedento por mais, tal como em A New Hope. É o começo de uma nova história, que ainda nos promete revelar muito sobre tanto as personagens que já conhecemos (sim, falamos de Luke Skywalker, que deixámos de fora do artigo propositadamente) como as que acabámos de conhecer. As expectativas não eram baixas, mas The Force Awakens conseguiu de facto superá-las. Todos os elementos desta equipa estão de parabéns, e que venham mais dois!

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