#SHIFTER2015: as surpresas tecnológicas


 
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O ano de 2015 foi dos melhores anos em termos de novas tecnologias e de novos produtos. Antes disso, tinha sido o ano de 2014, que sucedeu a 2013. A evolução tende a ser um crescimento constante e, no segundo em que achamos que já foi tudo inventado, aparecem milhares de novos gadgets e aplicações para te voltar a surpreender.

Este ano tivemos realidade virtual, tivemos uma Microsoft renascida e tivemos uma autêntica febre (isso é dizer pouco) de Star Wars, entre muitos outros acontecimentos. Vê aqui o que destacámos:

 

Force Touch

Se fazes parte dos millennials, então já nasceste com ecrãs tácteis nos telemóveis, mas eles mudaram por completo a forma de trabalhar de praticamente toda a gente. O Force Touch não chegou propriamente a esse ponto, mas demonstrou como a tecnologia não tem limites e como há hoje em dia smartphones que… pesam laranjas. A tecnologia foi apresentada pela Apple no seu relógio, ainda em 2014, mas este ano aterrou no Mac, no iPhone e também no Huawei Mate S. Chegamos a um ponto em que um ecrã ou um trackpad já realiza funções com base na força com que nós os pressionamos, e isso é fantástico.

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Amazon Echo

Ter um robot na forma de um ser humano que anda pela casa toda e que funciona como assistente pessoal pode ainda não estar beeeem aí, mas a Amazon adaptou um pouco o conceito para criar a Echo, um assistente pessoal que pode morar na tua cozinha ou na tua sala e que responde às tuas perguntas e “exigências”. Não é perfeito e ter um produto destes em Portugal é uma realidade ainda distante. Mas… estamos cada vez mais perto.

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Assistentes pessoais foi, na verdade, um assunto que esteve na ordem do dia este ano. A Apple trouxe-nos uma Siri mais inteligente, a Microsoft levou a Cortana para novos mundos e o Facebook apresentou-nos a sua M. Naturalmente que a fazer tudo isto funcionar está um palavrão: inteligência artificial.

BB-8

Este tópico nem precisa de discussão. O novo filme do Star Wars está prestes a tornar-se no filme mais lucrativo da história e isto sem contarmos com os milhões, os muitos milhões de produtos de merchandising que circularam ao longo de 2015. O BB-8 foi indubitavelmente o que mereceu mais atenção e certamente que, lá no fundo, todos nós já quisemos experimentar este pequeno robot. May the wish be with you.

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Microsoft HoloLens

Mais do que nos levar para uma nova realidade, os óculos de realidade aumentada da Microsoft misturam o que é fictício com o que é real. Imagina chegares a casa e sentares-te no sofá, em frente a uma parede toda branca, e ficares lá durante horas. Parece estúpido, não? Mas isto pode acontecer a partir do momento em que todos os conteúdos de entretenimento estiverem a ser vistos através dos óculos e não de uma TV. Isto para além de poderes também poderes andar aos tiros pela casa toda ou de montares impérios de Minecraft em cima da tua mesa de jantar. Que realidade é mesmo real?

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Swagway

Swagway, hoverboard, skate eletrónico, chama-lhe o que quiseres. Se as segways foram um dos produtos do ano passado, então a Swagway marcou definitivamente 2015. Até podes nem ter visto muitas pessoas na rua com um produto destes, mas é completamente impossível não te teres cruzado com isto em algum episódio de uma série, de um videoclip ou até de um filme. Mas desengana-te se achas que é fácil dominar uma Swagway, já que até o Mike Tyson ficou knockout.

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Microsoft 10 e Surface Book

Vamos recapitular o que dissemos em Agosto sobre os sistemas operativos da Microsoft: Windows ME #mau, Windows XP #bom, Windows Vista #muitomau, Windows 7 #muitobom, Windows 8/8.1 #meh. Esta visão cíclica leva a crer que o Windows 10 superou todas as expectativas e isso é verdade. A Microsoft assumiu os seus erros como um adulto responsável, tais como ter eliminado o botão Start, e pegou em tudo o que de melhor fez criar um software que despertou a curiosidade até mesmo dos fanboys da Apple.

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Quanto ao Surface Book, este é um PC que parece ter saído dos teus sonhos. Bom, na verdade é um híbrido, mas esse foi provavelmente o único erro que a Microsoft fez com este produto, já que praticamente ninguém quer saber das suas funções como um tablet. Pagas bem pelo teu sonho, é verdade, mas acreditamos que a empresa de Redmond acertou em cheio na primeira vez que resolveu construir um portátil do zero.

OnePlus

Em Abril de 2014, a OnePlus provou que não é preciso gastar uma quantia superior ao salário mínimo em Portugal para ter um smartphone topo-de-gama e que faz frente a marcas como a Apple e a Samsung. Em 2015, a empresa chinesa voltou ao ataque não só com o OnePlus 2 mas também com o OnePlus X, desencadeando correrias cada vez que o sistema de vendas era aberto. Agora já é possível adquirir um equipamento da marcas sem a necessidade de convite, e certamente que isto deixou alguns CEOs a dar voltas na cama.

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USB-C

Ao ler e assistir a muitas reviews do MacBook com USB-C, reparas que grande parte dos especialistas encarou esta alteração de porta com uma perspetiva de futuro, e não com uma vantagem no presente. Isso é um facto. Hoje em dia pode ser uma pain in the ass ter um número limitadíssimo de opções de cabos quando ficamos sem bateria ao longo do dia, mas alguém tinha de dar o primeiro passo e, nesse aspeto, todos se vão lembrar um dia do que empresas como a Apple e a OnePlus fizeram este ano. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. E 2015 foi o ano em que se estranhou, mas já se começa a entranhar, o USB-C.

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NYT VR

Por alguma coisa o New York Times é o jornal mais lido do mundo no online: ao invés de se queixarem do que o online está a fazer ao papel, procuram rentabilizá-lo, inventando novas formas de jornalismo. A NYT VR é uma dessas formas e demonstrou como a realidade virtual não serve apenas para fins de entretenimento, mas pode também dar aso a trabalho incríveis e à altura do século XXI. Será este o futuro do jornalismo? Também, mas não só, pois o melhor das novas tecnologias é precisamente isso: haver variedade.

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A realidade virtual foi, de certeza, um daqueles nomes que te fartaste de ouvir este ano. Apesar de a tecnologia ainda não estar pronta para o mercado mainstream, ela começa a conquistar público com a promessa de uma experiência de som e imagem imersiva e em 360º. A Oculus vai lançar os seus primeiros óculos no início de 2016, a Samsung já tem os dela no mercado. E a Sony/Playstation está a desenvolver os seus. Pelo meio, têm surgido conteúdos (e “brincadeiras”) como o lançamento de um telemóvel em realidade virtual e a propagação dos vídeos 360º no News Feed do Facebook.

Citymapper

Ignora os mapas enormes e as horas perdido nas grandes cidades, inclusive Lisboa. A Citymapper diz-te por onde ir, como ir e até mesmo em que carruagem do metro deves entrar para as probabilidades de arranjar um lugar sentado sejam as mais altas possíveis. Tudo o que precisas é de internet, de bateria no smartphone e de espírito aventureiro. Esta foi uma das melhores apps que usámos este ano.

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Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!