Smartphones vão desaparecer dentro de 5 anos, diz estudo


Não te esqueças de dar, mais logo, algum amor extra ao teu iPhone ou ao teu Samsung Galaxy. Lá para 2020, os smartphones vão ser coisa do passado. Quem o refere é um estudo conduzido pela empresa Ericsson sobre tendências de consumo para o futuro.

“Depois de 60 anos na era dos ecrãs, 1 em cada 2 utilizadores de smartphones pensam agora que os smartphones vão ser coisas do passado e que isso vai acontecer em apenas 5 anos”, diz o relatório. A razão para esta tendência chama-se Inteligência Artificial (IA).

O estudo refere que, num futuro breve, a inteligência artificial vai ser tão avançada que vamos interagir com wearables e, quem sabe, com portas, frigoríficos, edifícios públicos, mupis… “85% dos utilizadores de smartphone pensam que os wearables vão estar em todo o lado dentro de 5 anos. Adicionalmente, 1 em cada 2 acredita que vai poder falar com electrodomésticos e estes com as pessoas”, lê-se.

Os smartphones têm uma péssima bateria, o que faz com que esta seja uma das maiores preocupações diárias dos utilizadores. Por outra coisa, são objectos que temos de segurar e isso não é um bom princípio para uma relação de longo termo. A Inteligência Artificial permite-nos falar para o ar e ser ouvidos e compreendidos.

“Os utilizadores de smartphones acreditam que a IA vai tomar conta de muitas actividades comuns, como pesquisar na net, obter ajuda em viagem ou como assistente pessoal”, refere o mesmo estudo, lembrando, contudo, que “algumas áreas já estão a ser tratadas pelas actuais interfaces de AI nos smartphones” – a Siri ou o Google Now são dois exemplos disto mesmo; até o próprio Facebook já tem diversas funcionalidades baseadas em AI.

O ConsumerLab da Ericsson, que elaborou este relatório, dá conta de outras tendências. Por exemplo, que quantas mais pessoas usarem serviços online mais pessoas vão usar serviços online (confuso? … ora relê). Outro aspecto do nosso futuro prende-se com o aumento do número de equipamentos electrónicos que vamos inserir nos nossos corpos, de modo a sabermos tudo o que o nosso corpo faz e sente. Também no futuro vamos querer tudo em streaming.