SP Deville lança ‘Sou Quem Sou’, o seu primeiro disco a solo


 
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“It’s Deville, bitches!” É oficial, saiu o tão aguardado álbum a solo de SP Deville. Após marcar gerações através de uma constante metamorfose de sonoridades, foi em projectos como SP & Wilson ou Makongo que atingiu um maior reconhecimento perante a generalidade do público. Entre hip hop, electrónica, kuduro, afro house, beatbox e dancehall, teve sempre um dos melhores flows e feeling mais puro.

Em 2012 assume-se como SP Deville, editando o primeiro trabalho com essa assinatura em 2014: IAMDEVILLE, um álbum de instrumentais e remisturas.

Sou Quem Sou é, sem dúvida, um dos projectos do ano. Um álbum poderoso, composto por 18 temas, que assenta sobretudo no passado do artista. Repleto de melancolia é sem dúvida uma dissecação sobre o que SP foi outrora, de forma bastante explícita. Focado nas suas origens e naquilo que representam na construção do Deville, o disco leva-nos numa viagem pelos últimos 10 anos da sua carreira. A dor está bem presente, porém está também a consciência dos erros, dos altos e baixos a que somos sujeitos sempre que aspiramos a algo.

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“Olhar para trás” é uma das malhas que serve de cartão de visita. Através de uma profunda retrospectiva, explica-nos esta transformação, alertando-nos para o facto de SP não ser um rookie nestas andanças. A faixa “Conquistas” também deixa isso bem explícito: “Eu Sou do tempo que o hip hop nasceu, tu és do tempo que o hip hop fui eu, e eu só vim buscar aquilo que é meu.”

Esta estrada ou “selva” como por vezes é descrita, repleta de lobos, mentiras e fakes é o universo ao qual SP Deville teve de se adaptar. O dinheiro, a fama, o sexo, “os ares que respirava”, são mais do que memórias na mente de Deville, tornaram-se objectos de reflexão, de diálogos interiores, de uma exaustiva análise do passado.

As referências ao excessos são uma constante, nomeadamente no que toca ao álcool e ao consumo de erva trazendo consigo um lado obscuro mas também esotérico deste artista, as faixas “Mais Pedro”, “Sonhei Contigo” ou “Até Morrer” são um bom exemplo disso mesmo.

O álbum vem acompanhado pelas versões instrumentais de todos os temas, estas produzidas pelo próprio, à excepção de dois temas que tiveram o carimbo do produtor Beatoven.

Conta ainda com a participação de Veecious V, Kalekiri, Bdjoy, Karlon e do Dj Stereossauro.

Encontra-se à venda na Fnac e no site SóHipHop, para além de estar disponível no Spotify.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!