True rockstars never die


 
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First things first: se só conheces Motörhead pela t-shirt da Pull&Bear que tens do Verão de 2013, devias ter vergonha.

Motörhead é ouvir a “Ace of Spades” dez vezes seguidas num bar de metaleiros da Moita às 2 da manhã, agarrado a quem não conheces. Motörhead é ouvir o “Overkill” de uma ponta à outra e pensar que em 79 aquilo é que era a cena. É a “Killed by Death” (obrigado Diogo) e a “Iron Fist“.

Motörhead é speed, volume e peso. O Lemmy também.

Para Ian Kilmister, a vida era sempre no 80. Nem podia ser de outra forma. Antes de nos deixar, Lemmy continuava a ter no copo o melhor amigo, a lançar fumo para a atmosfera que nem uma fábrica chinesa antes do Natal, e a meter speeds como se fossem aspirinas. Lemmy não sabia quando nem como parar. Em 1980, já nos tinhas avisado: “That’s the way I like it baby, I don’t wanna live forever.”. Infelizmente.

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Em toda a sua vida, Lemmy Kilmister sempre teve uma atitude de don’t give a fuck. Fazia o que queria sem agradar a ninguém. Atitude que todas as rockstars, pseudo-rockstars e espermatezóides de rockstar deveriam ter, nem que fosse um décimo.

Afinal, só assim consegues ser roadie do Jimi Hendrix, ser o gajo que mete speeds numa banda de ácidos como Hawkwind, cagar para os fritinhos dos hippies, fazer a ‘dirtiest band in the world’ e ainda rockar cuecas de ganga e roupa nazi como ninguém. Lemmy era a ultimate rockstar sem o querer ser. Voz rouca, baixo à cintura e o microfone à Lemmy.

Correu o mundo, espalhou charme no Japão e, com o par de verrugas mais conhecido do mundo, comeu mais de 1000 miúdas até aos 70 anos de idade. Sempre com a mesma ‘fucking’ atitude, sem abrandar. Speed don’t kill and I’m the proof.”

Celebrou o seu septuagésimo aniversário no sítio que mais gostava, rodeado de amigos. E dia 26 de Dezembro, dois dias depois do seu aniversário, recebe a notícia de que teria 2 a 6 meses de vida. Durou 2 dias. Lemmy morreu da mesma forma que viveu: rápida, intensa e brutal.

Podíamos dizer para descansares em paz Lemmy, mas sabemos que não o vais fazer.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!