Netflix bloqueado pela maior operadora da Indonésia


Expandir um serviço online para todo o mundo não é fácil. A Uber que o diga. Para além da diversidade cultural que existe, as leis diferem de país para país, o que dificulta a adaptação de uma empresa que se habituou ao contexto norte-americano. Agora o Netflix vai começar a perceber isso mesmo.

Segundo o Wall Street Journal, a Telkom – que, para além de ser maior operadora de comunicações da Indonésia, é detida pelo Estado – decidiu bloquear o Netflix no país. A empresa leva duas objeções: por um lado, que o Netflix não tem permissão para operar na Indonésia; por outro, que o conteúdo do Netflix é demasiado violento e impróprio para menores, não estando de acordo com as normas do país.

Na prática, a Telkom está a dizer que o Netflix é ilegal, uma acusação que a Uber está “cansada” de ouvir em vários países, incluindo Portugal. E da mesma forma que a Uber tenta esclarecer que não é um serviço de táxis mas sim uma plataforma online que liga passageiros a motoristas, o Netflix está agora a argumentar que é “é uma rede de televisão por Internet, não uma estação de televisão tradicional”, implicando que não pode reger-se pelas mesmas regras dos canais de TV.

Provavelmente, o Netflix podia estar pronto para ser global, mas o mundo podia não estar pronto para receber um serviço de streaming. O Netflix está disponível em todo o mundo, excepto Crimeia, Coreia do Norte e Síria, devido a restrições impostas a empresas americanas pelo Governo dos Estados Unidos. Já o executivo da Indonésia vai tomar uma decisão no próximo mês relativamente ao Netflix, estando em cima da mesa o bloqueio definitivo do serviço ou a criação de uma nova regulação que permita que empresas como o Netflix continuem a operar.