O futuro do Facebook chama-se Messenger


 
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Não é por acaso que o Facebook tem unidos esforços para desenvolver o Messenger. Hoje, a app conta com mais de 800 milhões de utilizadores e, ao ritmo a que tem crescido, deverá ultrapassar a barreira dos mil milhões a qualquer momento este ano. Também o WhatsApp, com os seus 900 milhões de utilizadores, está a crescer.

Mas o Messenger é diferente. Enquanto que o WhatsApp vai continuar a ser uma app simples de troca de mensagens encriptadas, o Messenger está a evoluir como uma alternativa ao Facebook. Não é uma tendência estranha. A empresa de Mark Zuckerberg está apenas a aproveitar uma tendência do online: as pessoas estão a partilhar mais e mais em privado.

Há muito que o Messenger deixou de ser uma réplica do chat do Facebook para o mundo mobile. Hoje serve para fazer videochamadas, para partilhar fotos com os amigos, para enviar e receber dinheiro, para chamar um uber, para enviar GIFs, para partilhar a localização, para falar com negócios e empresas e para sermos auxiliados com o M, um assistente pessoal digital. O Messenger é ainda uma plataforma de apps, significando isso que os programadores podem integrá-lo nos seus serviços – por exemplo, o Flipboard, uma popular app de notícias, permite-nos enviar artigos a amigos através de uma mensagem do Facebook.

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“Este vai ser um grande ano para o Messenger”, promete Mark Zuckerberg. O CEO do Facebook não está a gozar. Ele sabe bem que para o futuro do Facebook precisa do Messenger… obrigatoriamente. Porque as pessoas estão não só a largar os pacotes de SMS, como a comunicar mais fora dos murais públicos. David Marcus, o responsável pelo Messenger, publicou uma extensa nota onde explica como vai evoluir o produto.

No fundo, o Messenger vai continuar a evoluir como uma alternativa natural às mensagens escritas tradicionais. A app já é muito mais que um chat de texto, ao permitir enviar stickers, fotos, vídeos, GIFs… e outros formatos de conteúdo; vai continuar a crescer nesse caminho. Por outro lado, é transversal a várias plataformas, permitindo-te conversar num computador, num tablet e, claro, num telemóvel (os SMS não permitem isto). O Messenger ameaça ainda a sobrevivência do número de telemóvel, ao permitir-nos falar com 1,5 mil milhões de pessoas no mundo precisando apenas do seu nome. Se essa pessoa não estiver conectada a nós no Facebook (isto é, não for nosso “amigo”), ela recebe um pedido que, se aceitar, vai poder falar connosco.

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Mas o Messenger em 2016 vai focar-se noutras coisas, como a possibilidade de adquirir bilhetes de avião, falar com serviços de apoio ao cliente ou comprar roupa, não apenas chamar ubers. Na prática, o Messenger pode substituir uma série de apps. “É muito mais fácil fazer tudo num único sítio que tem o contexto das últimas interacções, assim como a nossas interacções que descarregar apps que não usarás depois e saltar de uma app para a outra”, explicou David Marcus. Depois de o Facebook querer ser a Internet, também o Messenger quer sê-la.

Em 2016, o M vai continuar a ser desenvolvido dentro do Messenger como um assistente pessoal e a app vai continuar a oferecer-te formas de personalizar as tuas conversas. “Estamos à procura de formas que te permitam criar o teu próprio espaço para comunicar, da maneira que queres, com o teu estilo e tom – pensa nisto como o teu aperto-de-mão pessoal”, disse o responsável. Outra tendência são os grupos. “Os grupos no Messenger são uma excelente forma de nos juntarmos amigos, familiares, colegas de trabalho e outras pessoas para fazer planos ou simplesmente para garantir que não perdemos as suas novidades quando não conseguimos estar cara a cara.”

Mas não só de Messenger se faz o messaging. O Snapchat é outro belo exemplo de como a partilhar privada está a crescer.

Lê aqui a nota de David Marcus:

The first week of the New Year is always a good moment to look back at the year behind and think about the one ahead. The Messenger team’s mission is to make Messenger the best place to communicate with all the people and businesses in the world. I’m happy to report that we’ve made a good step in that direction, and toward the end of 2015, we crossed the milestone of 800 million people using Messenger each month. It’s a good number, but we believe we have so much more opportunity ahead of us, and these are still the early days of Messenger.

2015 was a year when we made significant improvements to how we enable people to communicate. Among other things, we made Messenger blazing fast, we introduced video calling, the ability to customize conversations with colors, nicknames and emojis, and with Businesses on Messenger, we introduced a new way for businesses to engage their customers by providing them with a delightful, personal experience. We rolled out the ability to send and receive money to friends right from conversations, launched Messenger Platform for expression apps, and updated the way you can choose to share your location. We added helpful information at the top of new conversations so you always have the context of who you’re talking to if it’s not a Facebook friend, and with Message Requests, we built the foundational step of enabling you to find and talk to anyone. We also made photo sharing with friends easier than ever with our new feature Photo Magic. Additionally, we started testing M, a digital virtual assistant, and closed the year by launching our transportation platform with Uber. It was a busy year! We created all these experiences with a mindset of helping hundreds of millions of people manage their daily interactions with people, businesses, and services more seamlessly than ever.

I thought I’d take this opportunity to share a few themes for Messenger 2016:

The disappearance of the phone number
First let’s set some context. Think about it: SMS and texting came to the fore in the time of flip phones. Now, many of us can do so much more on our phones; we went from just making phone calls and sending basic text-only messages to having computers in our pockets. And just like the flip phone is disappearing, old communication styles are disappearing too. With Messenger, we offer all the things that made texting so popular, but also so much more. Yes, you can send text messages, but you can also send stickers, photos, videos, voice clips, GIFs, your location, and money to people. You can make video and voice calls while at the same time not needing to know someone’s phone number. You don’t need to have a Facebook account to use Messenger anymore, and it’s also a cross platform experience – so you can pick up where you left off whether you’re on a desktop computer, a tablet, or your phone.

Threads are the new apps
We’re seeing a paradigm shift in how people engage. At Messenger we’re thinking about how we can help you interact with businesses or services to buy items (and then buy more again), order rides, purchase airline tickets, and talk to customer service in truly frictionless and delightful ways. It is so much easier to do everything in one place that has the context of your last interactions, as well as your identity – no need to ever login – rather than downloading apps that you’ll never use again and jumping around from one app to another. Our early tests in 2015 with brands are showing that interactions will happen more and more in your Messenger threads, so we’ll continue making it easy for you to engage with businesses, and we’ll also do more to enable additional businesses and services to build the right experience in conversations.

We’re all social beings
We love to share, chat, debate, discuss, and inform, most often with those closest to us. Messenger now gives you many tools to help you personalize your conversations no matter who you are talking to – your dorm corridor, your co-workers, your mom. We’re looking at ways for you to build your own space to communicate just the way you want to in your own style and tone – think of it like your very own social handshake. And one to one messages aren’t the only option. Groups on Messenger are the very best way to coordinate with friends, family, coworkers and others to make plans or even just to make sure you don’t miss anything when you can’t all be together in person.

Innovation matters
You can expect us to keep trying new things, too. Our test of M, our digital virtual assistant, powered by human-trained AI, is going well. It’s still very, very early days, but the growing AI capabilities are bringing unparalleled convenience to simple, every day tasks like booking a restaurant, sending flowers, and making plans. There will be more innovative developments to come from Messenger this year.

It’s all about delight
It’s really important that we build products that solve real problems for people. We want all of our experiences to be delightful and helpful, and to make your life easier, but we also want to empower you to put a smile on the faces of those people who matter the most in your life.

The whole Messenger team is excited about the year ahead, and as the year goes by, about unveiling what we have in store for you. We hope you’ll enjoy these improvements.

 

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