Quando os realizadores aparecem à frente das suas próprias câmaras

Algumas dessas aparições não chegam a ser captadas numa primeira visualização.

A exposição a que a maioria dos actores e actrizes estão sujeitos contrasta muitas vezes com a descrição de que gozam (ou sofrem) os responsáveis máximos pelas obras cinematográficas.

O reconhecimento que têm por passar uma vida inteira atrás das câmaras é muitas vezes suficiente para satisfazer as exigências do ego de alguns dos melhores de realizadores de cinema, mas são muitos os casos em que estes levam esse desafio para a frente das lentes. Seja por uma questão de egocentrismo ou pelo simples prazer de representar, não são raros os realizadores que se juntam ao restante casting e dão uma perninha na representação.

Desde clássicos como o mestre Hitchcock, até ao próprio Woody Allen, que reserva quase sempre uma das personagens para si, os casos de realizadores que fazem parte do casting dos próprios filmes acabam por ser algo bastante comum. Mas se por vezes essa presença é facilmente identificável, nem sempre essa passagem pela frente das câmaras é assim tão notória, sendo que algumas dessas subtis aparições não chegam a ser captadas numa primeira visualização.

A lista quase interminável de nomes, parcialmente representada neste ensaio editado por Jacob T. Swinney, inclui figuras como David Lynch, Jean-Luc Godard, Quentin Tarantino, Roman Polanski, Martin Scorsese, Stanley Kubrick ou Terrence Malick e promete continuar a crescer nos próximos anos. Exemplo disso é o promissor canadiano Xavier Dolan, que assumiu os principais papéis na representação dos seus primeiros filmes, provando que esta é uma tendência que está longe de acabar.