Refugiados ajudaram nas cheias em Manchester para “retribuir” hospitalidade


A tempestade Frank não deu um fim de ano calmo ao Reino Unido. Em Manchester, por exemplo, centenas de casas ficaram danificadas graças ao transbordo do rio Roch. Mas nem tudo foram más notícias… Refugiados sírios decidiram “dar algo em troca” e ajudar as comunidades locais, que outrora os acolheram, construindo defesas contra a água.

Depois de quatro dias daquela que o The Guardian descreve como “as piores cheias de que alguém em Rochdale se pode lembrar”, a cidade começou a preparar-se para a corrente seguinte, depois de os “meteorologistas terem previsto ainda mais chuva”. Refugiados sírios encontravam-se entre os voluntários que enchiam sacos de areia em Littleborough, uma vila situada perto da cidade de Rochdale, Manchester, com a intenção de tentar proteger algumas habitações.

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A iniciativa terá surgido de Yasser al-Jassem, um professor de 35 anos de idade que viajou até Inglaterra na parte de trás de um camião a partir de Calais, em maio. “Vimos as imagens na TV e quisemos ajudar. O povo de Greater Manchester tem sido muito bom para nós e por isso quisemos oferecer a nossa ajuda para com eles”, conta ao Machester Evening News.

Yasser, que através do WhatsApp chamou outros refugiados sírios para pôr mãos à obra, considera “uma honra fazer parte das iniciativas de serviços comunitários como este, para podermos retribuir às comunidades que tão calorosamente nos receberam”. Cerca de uma dezena de migrantes ajudaram Manchester a combater as cheias.

Ainda antes do final do ano, foram emitidos novos avisos de enchentes não só para Manchester, como para o norte da Inglaterra, Escócia e Irlanda, já que a tempestade Frank prosseguia com ainda mais chuvas torrenciais e ventos fortes. As coisas parecem ter agora abrandado.

Texto de Ana Carvalho