Uma websérie que visita 10 dos melhores estúdios de design portugueses e brasileiros

O Canal180, em colaboração com a Shutterstock, criou uma série documental que destaca 10 dos melhores estúdios de design portugueses e brasileiros.

O Canal180, em colaboração com a Shutterstock, criou uma série documental de 10 mini-episódios que destaca 10 dos melhores estúdios de design portugueses e brasileiros. Intitulada Analógico Humano Digital, nasceu de uma iniciativa homónima do último 180 Creative Camp e já deu lugar a uma exposição em Braga, também com o mesmo nome.

Totalmente filmada em Ultra HD, esta websérie é uma oportunidade para conhecer os espaços de trabalho, o processo criativo e os desafios de alguns dos protagonistas do design lusófono. Eis a lista dos estúdios participantes: R2 DesignDmtr.orgAtelier d’AlvesEpiformaEstudio PUMBolos QuentesDSType FoundryThis is PacificaSilvadesigners e Non Verbal.

Espreita agora o trailer. De seguida, tens os 10 episódios na íntegra.

 

R2 Design (Porto)

Lizá Defossez Ramalho (França) e Artur Rebelo (Porto) são inseparáveis desde que se licenciaram em Design da Comunicação, em Belas Artes, no Porto. Não é por acaso que uniram apelidos e escolheram o nome R2 para o estúdio de design que acabariam por fundar em conjunto em 1995, e no qual desenvolveram um vasto portefólio, reconhecido através de uma série de distinções e prémios nacionais e internacionais, como os European Design Awards (ED-Awards), onde foram galardoados em 2011, 2012 e 2014 com o prémio principal “Agência Europeia de Design 2014”. Defensores de uma abordagem ao design na qual cada projecto é analisado pela sua singularidade, vêem a desconstrução do problema e o desafio do programa de design como parte da metodologia específica para cada projecto. Um trabalho construído em diálogo permanente entre Lizá e Artur, que valorizam o debate de ideias até à exaustão, “uma obsessão, uma paixão e um rigor que os unem” (r2design.pt). Multi-disciplinares, com projectos criados para clientes nacionais e estrangeiros como o Museu Colecção Berardo, o Museu Serralves, a Fundação Calouste Gulbenkian, Eduardo Souto Moura ou a revista americana Esquire Magazine, Lizá e Artur são também professores do curso de Design e Multimédia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Conheçam aqui um pouco melhor o seu percurso, num curto documentário que revela as personalidades criativas e a linguagem visual forte da dupla que compõe um dos ateliers de design com mais reconhecimento da Europa nos dias de hoje.

Dmtr.org (São Paulo)

Dimitre Lima nasceu no Brasil e é um designer gráfico multifacetado, que estende a sua acção à música, à programação ou à autoria de websites como o Dmtr.org, onde expõe as suas criações. Muito voltado para o experimentalismo, utiliza e mistura vários métodos como o desenho, a gravura, a animação digital ou o código, universos que imprimem uma abordagem mais dinâmica ao uso do computador. Na base da inspiração de Dimitre Lima está um desejo de ampliar virtualmente as formas gráficas para a vida real do espectador, em interessantes fusões factual/ ilusão, que quebram a barreira da realidade. Muito requisitado para eventos internacionais como o FILE: Electronic Language International Festival, Emoção Art.ficial ou Bienal Letras Latinas, Dmtr.org difunde o seu trabalho na criação de calendários lunares, tipografia, timelapse, entre tantos outros formatos, tendo sempre a tecnologia como matéria prima, e a busca de uma sensibilidade singular através do grafismo digital como objectivo.

Atelier d’ Alves (Porto)

É designer, tem 25 anos e uma série de prémios no currículo. Chama-se Sérgio Alves e fundou o atelier d’alves, no Porto, em 2012, depois de concluir a licenciatura na Escola Superior de Artes e Design na mesma cidade. Mas foi em 2009, ainda antes de ingressar na universidade, que Sérgio começou a trabalhar de forma independente para clientes de diversas áreas, altura em que começou a ver o seu trabalho reconhecido e a receber prémios na categoria de design. Três anos depois, fundou o próprio atelier, ao partir da necessidade de crescer enquanto artista e de enfrentar novos desafios, explorando novos paradigmas do design. Foi distinguido dois anos consecutivos na categoria de Poster Annual pelo Graphis Merit Award, e viajou para várias partes do globo, expondo os seus trabalhos em Nova Iorque, Bolívia, Turquia, China ou Tailândia. O mais recente projecto tipográfico do estúdio foi premiado pelo The Type Directors Club de Nova Iorque. “Cassandra” é um projecto feito livro, um trabalho desenvolvido durante um ano, que reúne sete monólogos de autores portugueses.

Epiforma (Porto)

Francisco Ribeiro e Filipe Ferreira conheceram-se em Barcelona enquanto estudavam, mas só uns anos mais tarde acabariam por dar seguimento ao projecto que tinham em mente: a criação do Epiforma, um estúdio de design multidisciplinar, entretanto sediado no Porto desde 2014, lançado com o objectivo de contar histórias visuais através das várias dimensões do design. Francisco, amante da imagem e do movimento, licenciado em Cinema, e Filipe, que resolveu largar a Engenharia Informática para abraçar o Design e a Tipografia, decidiram então usar o design como um método para a criação de experiências. Da produção de móveis modulares, a jogos de tabuleiro incomuns ou a produtos de edição limitada, a dupla de designers dedica-se ainda ao branding, logótipos, websites, sinalética ou wayfinding, tendo sempre por base a ideia de narrativa experimental assente nas suas próprias vivências e imaginação.

Estúdio PUM (São Paulo)

As suas obras envolvem personalidade, novidade e cores fantásticas. O Estúdio PUM, sediado em São Paulo, foi criado em 2012 por Felipe Magario (Brasil) e Javier Cifre (Argentina), dois designers gráficos que, inspirados em videojogos, fanzines, BD’s ou filmes japoneses, resolveram lançar-se no universo do design sob a premissa de se orgulharem sempre do que fazem e de que essa actividade lhes proporcione uma aprendizagem constante. Um percurso que envolve clientes à escala global como MTV, Nike Brasil, Google, Citibank, entre muitos outros. A chave do seu sucesso é fazerem aquilo que gostam e verem o reconhecimento do seu trabalho, diz Felipe e Javier: “É muito legal quando você cria algo e as pessoas apreciam, compartilham e comentam.”

Bolos Quentes (Porto)

Alguns amigos ligados ao design e à Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, partilhavam o mesmo espaço de trabalho e, sem saberem, as mesmas ambições. Foi então que o espaço deixou de ser um espaço e transformou-se num projecto: o atelier Bolos Quentes. Sediado no Porto e actualmente formado por Sérgio Couto e Duarte Amorim, o estúdio aposta no design gráfico (são responsáveis pelo icónico logótipo do festival Milhões de Festa, entre tantos outros trabalhos para marcas nacionais e internacionais) e trabalha sobre materiais impressos, vídeo, web ou organização de eventos. Inclinados para projetos culturais e artísticos, produtos para instituições, empresas ou organizações sem fins lucrativos, os seus trabalhos têm sempre como preocupação um certo equilíbrio entre a forma e o conteúdo, entre as imagens e as palavras.

DSType Foundry (Matosinhos)

Atelier de tipografia digital multi-premiado, sediado no Porto e composto por Antonieta Costa, Dino dos Santos e Pedro Leal, o DSType Foundry foi fundado por Dino dos Santos em 1994, com o objectivo de criar novas fontes de modo a satisfazer as necessidades do público. “Comecei a desenhar caracteres no início dos anos 90 porque não havia muitas fontes disponíveis para nós naqueles dias”, diz. Hoje em dia, o designer conta com uma biblioteca repleta de experiências incríveis onde inclui extensas “famílias texto” e alguns dos seus trabalhos tipográficos são best-sellers, como o Velino Texto, o Prelo Slab e Prumo Slab, só para citarmos alguns. Requisitado para trabalhar com grandes publicações de todo o mundo como a Forbes, GQ, Expresso ou Esquire, o estúdio DSType Foundry é várias vezes convidado para palestras e workshops em todo o mundo, destacando-se como um dos mais inovadores estúdios de tipografia à escala global.

This is Pacifica (Matosinhos)

De espírito fresco, This is Pacifica é um estúdio independente de design gráfico, localizado em Matosinhos, no Porto. Destaca-se por ser um dos ateliers mais premiados a nível nacional, contando com um Cannes Lion de bronze com a identidade de Troll na categoria Design, um ouro e duas pratas no Art Directors of Europe, dois prémios na bienal de design ibero-americana, 33 prémios no Clube Criativos de Portugal, entre outros. Criado em 2007 por Pedro Serrão e os irmãos Pedro e Filipe Mesquita, This is Pacifica abrange áreas como o branding, o design gráfico, o web design, a sinalética, o editorial, a publicidade e o motion design através de trabalhos surpreendentes e inovadores. Ao longo da sua existência, o atelier já trabalhou com marcas como a Graham’s e Coca-Cola, empresas como a Sincelo e a Ginger&Jagger eventos como a NOS D’Bandada e a RED BULL Musica academy. Princípio: “Quando apresentamos um conceito a um cliente, gostamos que ele o perceba mas também que o consiga transmitir”.

Silvadesigners (Lisboa)

Reconhecido um pouco por todo o mundo, o atelier Silvadesigners destaca-se por marcar a diferença no universo do design de comunicação, tendo experiência sólida nas áreas de projeto, design, tipografia, produção de livros, revistas e jornais. Conta com variados prémios a nível nacional e internacional e é caracterizado pelo seu criador, Jorge Silva, por ser um atelier “humilde e com bom feitio”. O estúdio usa a tipografia retro ou manual, como nos materiais de promoção do Teatro de São Luiz, reflecte com espectacularidade referências banais do quotidiano, com as icónicas sardinhas das Festas de Lisboa, acompanha a evolução tecnológica, como no caso da revista Adufe em formato iPad, e recria o design editorial, com capas da Coleção BIS do grupo LeYa. O atelier Silvadesigners tem atualmente uma vasta coleção de trabalhos com figuras de renome na área da cultura, como José Saramago, Álvaro Siza Vieira e Sérgio Godinho.

Non Verbal (Porto)

São conhecidos pelo fascínio por sistemas visuais, pela obsessão pela tipografia e pelos trabalhos multi-facetados em projectos nacionais e internacionais. João Martino, Joana Sobral, Miguel Almeida e Susana Almeida integram o estúdio de design Non Verbal – outrora Atelier Martino&Jaña, criado em 1999 por João Martino e Alejandra Jaña – sediado em Vila Nova de Gaia. Com um portfólio que engloba uma vasta experiência em projectos para clientes como Nike (USA), NBC (USA), Serralves ou as Capitais Europeias da Cultura Porto 2001 e Guimarães 2012, entre tantos outros, encontram-se actualmente em fase de construção de uma nova dinâmica de trabalho.