3 portugueses nos melhores edifícios do ano do ArchDaily


O site de arquitectura mais famoso do mundo lançou ontem a lista dos vencedores dos prémios que atribuem anualmente aos melhores edifícios do ano, distribuídos por 14 categorias.

Entre nomes já conhecidos da arquitectura mundial como os antigos vencedores de prémios Pritzker, Renzo Piano e Herzog & de Meuron (este último arrecadou dois prémios na mesma edição da distribuição, algo inédito até este ano) e nomes em ascensão no ramo como Tim Greatrex e a nossa Isabel de Oliveira Saldanha, a arquitetura portuguesa ficou novamente destacada, arrecadando nada menos do que 3 dos 14 prémios atribuídos.

Os resultados foram obtidos contando os votos de mais de 55 000 votantes, que avaliaram mais de 3 000 projetos destacados na plataforma ArchDaily no ano passado ano. Na fase anterior da corrida aos prémios, destacámos a presença de 7 projectos imaginados por portugueses no lote dos 70 finalistas aos 14 prémios.

Portugal repetiu o feito do ano passado, em que Siza Vieira, Spaceworks e o Atelier OTO levaram para casa os prémios de melhores edifícios do ano nas áreas de Melhor Edifício de Escritórios (que também já tinha vindo para as mãos de portugueses com o Edifício Vodafone, da autoria do atelier Barbosa & Guimarães), Melhor Casa e Melhor Edifício de Arquitetura Cultural, respetivamente.

Quanto a este ano, a Cozinha Comunitária de Terras da Costa (imagem acima), da autoria do ateliermob, foi o edifício vencedor na categoria de Melhor Arquitetura Pública. A cozinha que alimenta uma comunidade de 500 pessoas que habita ilegalmente uma zona da Costa da Caparica destaca-se pela construção simples e pelas influências africanas, levadas à vida pelo uso da madeira nua, criando um espaço aberto e convidativo, de uma beleza fora do comum.

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Da autoria do atelier FCC Arquitectura, com a colaboração de Paula Lobo, o Cella Bar (imagem acima) é o vencedor na categoria de Melhor Arquitetura de Hospitalidade. Este bar nos Açores destaca-se pelo contraste da pedra da região com a madeira clara, e pela sua identidade irreverente e única, onde se notam influências da arquitetura tradicional das vinhas e lagares.

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Pelas mãos da arquiteta Elisabete de Oliveira Saldanha, Portugal arrecadou o 3º prémio, na categoria de Melhor Remodelação, com o seu projeto de uma casa em Guimarães (imagem acima). Este palacete impressiona pela liberdade criativa e o equilíbrio perfeito entre materiais, e entre o novo e o antigo que conferem ao edifício uma identidade muito própria, diferente de tudo o que tem sido feito na área.

O facto de 3 projetos portugueses terem sido vencedores destes prémios vem apenas reforçar a ideia (correta) que existe a nível internacional que o que se produz nesta área, neste país, é do melhor que há. 

Para conferires quais os vencedores de todas as outras áreas, segue este link.

Parabéns aos nosso vencedores!