Acaba de chegar mais um museu português ao Google Cultural Institute


 
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O Museu Calouste Gulbenkian não é a primeira instituição portuguesa do género a estar representada no Google Cultural Institute, mas é a mais recente a fazer parte do maior acervo digital de arte do mundo.

Depois de museus como os do Caramulo ou da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro e dos palácios nacionais de Sintra e de Queluz, agora podes visitar a reprodução de obras da coleção Gulbenkian sem sair de casa e com grande qualidade. Isto significa que, quer estejas em Lisboa ou na outra ponta do globo, podes observar com atenção, por exemplo, cada pincelada da tela As Bolas de Sabão, pintada por Édouard Manet em 1837.

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A seleção é abrangente dentro das obras que Calouste Sarkis Gulbenkian (1869-1955) colecionou ao longo da sua vida. Se as tuas preferências artísticas se encontrarem algures nos últimos quatro mil anos, de certeza que vais achar algo do teu agrado. O mesmo é verdade para a tipologia das obras, a Fundação Gulbenkian tanto disponibilizou imagens de peças de pintura e escultura como de artes decorativas.

Estão presentes obras oriundas desde a Antiguidade até ao início do século XX. Existe uma secção dedicada à arte egípcia, assim como às artes decorativas francesas dos séculos XVII e XVIII ou aos pintores e escultores europeus do século XV ao XX. Um dos núcleos que ganha especial relevo é dedicado a René Lalique. Não só por este ser proporcional à quantidade de peças do joalheiro francês existentes na coleção Gulbenkian, que pela sua qualidade e homogeneidade é considerado um núcleo único no mundo. Mas também por a pequena sala que a Fundação Calouste Gulbenkian dedica às jóias e vidros de Lalique não ser o espaço ideal para observar a minúcia das mesmas. Nesse sentido, vais conseguir ver detalhes que numa visita pelo museu provavelmente passar-te-iam despercebidos.

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Por outro lado, graças à tecnologia Street View, podes percorrer o espaço do próprio museu. Desta forma, tens a possibilidade de reproduzir o percurso pela exposição e ficar a saber exatamente em que sala deves procurar a tua peça preferida da próxima vez que visitares o Museu Gulbenkian. Sem esquecer que estás a passear por uma parte muito importante do edifício que foi prémio Valmor no ano de 1975.

Naturalmente, a possibilidade criada pelo Google Art Project não substitui todas as visitas que decidas fazer à Fundação Calouste Gulbenkian, onde podes igualmente desfrutar de um dos mais agradáveis jardins de Lisboa. Porém, não existem dúvidas de que se trata de uma enorme vantagem, tanto para curiosos pela arte como para aqueles que a estudam e investigam, a possibilidade de aceder a uma coleção desta importância.

Podes ver aqui a exposição e aqui o museu.

Texto de: Telmo Mendes Leal
Editado por: Rita Pinto

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