Chegaram os tablets com Ubuntu. Será que vão pegar?


Android, iOS, Windows 10 e, em breve, a Ubuntu vai juntar-se ao mercado de sistemas operativos para tablets. Depois de PCs e de smartphones, a empresa britânica Canonical vai agora apostar no ramo dos tablets e uniu-se uma vez mais à BQ para aplicar nos seus dispositivos móveis uma primeira versão do OS. Nós já tivemos oportunidade de o testar por uns momentos.

O tablet em questão é o Aquaris M10, que, apesar de também ter uma versão com Android, acabou por se tornar no primeiro tablet do mundo a receber o sistema operativo Ubuntu. A versão 15.04 do sistema está ainda em desenvolvimento e, portanto, o que está em exposição na MWC não passa de um protótipo, embora já se consiga ter uma experiência de utilização próxima do produto final.

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Num rápido hands-on, o sistema operativo nem sempre foi fluído e é completamente diferente daquilo a que estamos habituados no Android ou iOS. Não há teclas físicas, não existe o botão home no ecrã, e tudo é controlado através de gestos com os dedos.

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Requer, portanto, algum tempo até que memorizes tudo aquilo que é necessário para que consigas navegar rapidamente e instintivamente. Para evitar que tenhas de recorrer a esses gestos, aquilo que até então é um tablet depressa de transforma num laptop caso tenhas um teclado e rato com ligações Bluetooth, já que, tal como no Android, essa é uma funcionalidade do sistema operativo Ubuntu.

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Em termos de hardware, o M10 Ubuntu Edition tem um ecrã de 10.1 polegadas (1920×1200 pixels), um processador quad-core MediaTek de 1.4 GHz, 2 GB de memória RAM e 16 GB de armazenamento interno, expansíveis via microSD. Existem ainda duas colunas na parte inferior que está apontadas diretamente para quem está a utilizar o equipamento e a bateria tens uns elevados 7280 mAh. Resta saber se a gestão de energia do software é boa o suficiente para os fazer render.

Ainda não há preço indicado para o M10 Ubuntu Edition mas, de acordo com a BQ, este produto será lançado no segundo trimestre deste ano. Recorda-te que já no passado a BQ e a Canonical se tinha unido para lançar o Aquaris E4.5 e Aquaris E5 HD, ambos com Ubuntu.

O Aquaris X5 também cresceu

É norma de muitas marcas e a BQ desta vez não foi exceção: a fabricante ibérica pegou num equipamento seu já existente e fê-lo crescer, não só no nome mas também nas especificações.

O Aquaris X5 Plus traz um processador octa-core da Snapdragon e a tecnologia big.LITTLE, que permite alternar entre a utilização dos núcleos do processador em função das necessidades do equipamento. Isto leva a que não seja aplicado poder de processamento desnecessário, gerando uma maior poupança de bateria.

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Aliás, a poupança de bateria foi um dos pontos mais referidos pela BQ e tudo parece ter sido feito para poupar ao máximo os 3100 mAh da bateria. A empresa espanhola fala até numa “das melhores relações dimensão-bateria disponíveis no mercado”, que passaram por aprimoramentos no design e seleção de componentes.

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Ao contrário do que possa levar a crer, o ecrã não cresceu em tamanho, mas sim em resolução, passando para uma resolução Full HD (1920×1080). Já a câmara traseira tem um sensor de 16 megapíxeis da Sony e filma em 4K.

Dois dos acrescentos deste equipamento em relação ao X5 “normal” passam pela inclusão de um sensor biométrico, na parte traseira, e ainda um sensor NFC. A parte metálica nas laterais, algo inédito no X5, menteve-se inalterada, o que acaba por lhe dar uma sensação mais premium.

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Disponívem nas cores preto, cinza e rosa-dourado, o BQ Aquaris X5 Plus vai chegar ao mercado com o Android. Para termos de comparação, o seu irmão mais “pequeno” tem o preço de 229 euros, e portanto o Plus terá naturalmente um crescimento também neste parâmetro.

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