E se o sistema operativo do teu PC fosse como o que este jovem de 21 anos imaginou?


Quer tenhas Windows 10, Windows Vista ou OS X Mountain Lion, poderás concluir que poucas alterações têm sido feitas ao longo dos anos no que toca à interação com o teu laptop. Novos ícones ou novos menus têm sido criados ao longo do tempo, mas no final do dia continuas a clicar duas vezes para abrir uma app, uma barra com as janelas abertas e um scroll para cima e para baixo. É precisamente com essa monotonia que um designer de 21 anos está a querer terminar.

Chama-se Lennart Ziburski, tem apenas 21 anos e empenhou-se a desenhar aquilo a que chamou de Neo. Trata-se de um conceito de um sistema operativo moderno e, de acordo com o seu testemunho, vem dar um boost no teu nível de produtividade, já que os atuais versões dos sistemas operativos estão “demasiado antiquados” e demasiado focados no mobile para as exigência de hoje em dia.

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Comecemos com o ambiente de trabalho. Tanto as pastas como os ícones desaparecem para dar lugar a um painel onde são exibidas informações úteis, como favoritos do browser, previsão meteorológica, tarefas ou os próximo eventos no calendário: como se fosse um Google Now em ponto grande. Aliás, as pastas não desaparecem apenas do desktop como de todo o sistema, e os teus ficheiros passariam a estar organizados por hashtags. “O conceito de um ficheiro estar localizado num lugar apenas parece ultrapassado”, justificou o designer.

“Painel” é mesmo a palavra de ordem no Neo e que chega no lugar das janelas. Todas as aplicações seriam abertas em painéis a ocupar a totalidade do ecrã ou colocados lado a lado. Não há barra de marcadores, não há barra de tarefas. Para passar de uma aplicação para a outra, basta fazeres swipe de um lado para o outro através de gestos no touchpad – uma das peças de hardware fulcrais neste OS. Existe uma série de gestos que o Neo incluiria para te ajudar a navegar melhor e que estão explicados no site do projeto. Muitos são inovadores, outros chegam dos “rivais” Windows ou Mac OS.

Para além das hashtags e dos painéis, Lennart Ziburski realça um terceiro ponto que marca a essência o Neo e é, talvez, o mais impressionante (e também difícil de executar): gaze, touch and voice. Quer isto dizer que os teus sentidos passam a interagir com o sistema para, desta forma, reduzir o trabalho que tens com o touchpad.

Imagina que estás a ler um texto no Shifter e que a meio de um parágrafo existe uma hiperligação que te interessa e que queres abrir. O que fazes? Rato na hiperligação > Tecla direita > Abrir num novo separador. Com o Neo, não há rato: olhas para a hiperligação e dizes “abrir”. Ele faz o tracking dos teus olhos e reconhece o comando da tua voz.

Existe mas uma série de ideias neste conceito mas que não passam disso mesmo: ideias. O Neo pode representar o futuro, e seria ótimo se isso fosse verdade, mas ainda falta algum tempo até que toda a gente tenha um computador com reconhecimento de voz e sensores com eye tracking, para além das falhas que este sistema apresente para pessoas que, por exemplo, lidam diariamente com softwares de edição. Mesmo assim, é bastante impressionante ver o que a criatividade de algumas pessoas consegue fazer.

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