Há agora uma liga de corrida de drones (que nos faz lembrar o Quidditch do ‘Harry Potter’)


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É a uma velocidade maior do que 30 metros por segundo que os drones vão tentando a ultrapassar o vizinho. Controlado remotamente pelo dono, o drone na corrida dá uma visão na primeira ‘pessoa’ graças a uma pequena câmara que está na parte da frente do objeto, sendo possível viver a aventura de forma quase tão real. Tão real quanto a proliferação dos drones no mercado global e no apogeu desse espalhar do drone: uma liga, qual futebol, uma corrida de drones que tem potencial para arrecadar fãs mais techie.

As corridas de drones na mesma pessoa só começaram no verão passado: nesta competição, as pessoas por detrás do drone usaram óculos com vídeo live, decidindo o que é que o drone deveria fazer a seguir, a cada momento. Apesar de ter sido no verão, o assunto não ficou quente na internet. Agora, com a criação da The Drone Racing League (DRL) e o anúncio da primeira temporada de competição, o assunto renasce. Mas existem dificuldades.

Segundo conta o Quartz, os drones são ‘coloridos’, com luzes LED (o que os deixa facilmente detectáveis no terreno quando estão voar com maior velocidade), mas uma das grandes dificuldades está na parte técnica do desporto a nível de imagem. O vídeo feed entre o drone e os óculos não é o melhor, o que dificulta em parte a ação do jogador, que tem de ser rápida e ágil. Contudo, vídeos com maior qualidade, como HD, estão a causar lag: um remédio pior do que a doença para os pilotos. Para estes é essencial uma boa imagem, caso contrário não conseguem controlar o drone ‘em direto’. A alternativa a ser pensada é, para já, a audiência não poder ver a corrida, uma parte importante para o sucesso do campeonato.

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A primeira corrida foi no estádio da equipa Dolphins, seguindo agora para um centro comercial abandonado em Los Angeles. Apesar de ambos serem à porta fechada, a organização disponibiliza vídeos das corridas para que a base de fãs comece a crescer na internet. Para personalizar a experiência (e o drama), os edifícios onde as corridas são feitas têm luzes néon brilhantes e uma máquina de fumo de gelo seco. Ficam a faltar as regras que vão tornar esta atividade num desporto profissional.

Para começar, a própria liga quer construir os seus drones em vez de serem os pilotos a terem cada um, o que deixaria todos em pé de igualdade no campo. Assim, é a habilidade do piloto que está em causa na competição. Quanto ao modo de chegar a um vencedor final da liga, ainda não é público o modo como será regulamentado. Estás a pensar inscrever-te? Calma, para já só entram pilotos por convite, mas, de acordo com o Quartz, há a promessa de fazer um open call para novos pilotos no final do ano.

Ainda a caminho da profissionalização, este desporto tem recolhido atenção dos investidores: para além de nomes de Sillicon Valley, também o vocalista dos Muse, o britânico Matt Bellamy, foi um dos primeiros investidores na empresa que coordena a liga. Curiosamente, o último álbum da banda chama-se “Drones”. Ao todo já contam com nove milhões de euros em investimento. Mas há competição: uma outra competição que pretende emitir as corridas na televisão, a Aerial Sports League, e uma competição mundial que acontecerá no Hawai, em Outubro: a The Drone Worlds.

Tal como ouvimos no vídeo de Gates of Hell, será que o desporto vai tornar-se mainstream com pilotos profissionais que fazem da corrida de drones vida?

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