Nova lei proíbe desperdício de comida nos supermercados franceses


 
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França tornou-se o primeiro país do mundo a impedir os supermercados de deitar fora ou de destruir comida não vendida, forçando-os, em alternativa, a doá-la para instituições sociais ou bancos de ajuda. A nova lei foi aprovada por unanimidade no senado francês.

Agora, os supermercados franceses com uma área superior a 400 metros quadrados têm de doar a comida de “boa qualidade”, que esteja a aproximar-se do fim do prazo de validade, a instituições de solidariedade e a bancos alimentares. As superfícies comerciais não cumpridoras terão de pagar multas superiores a 75 mil euros, podendo os seus responsáveis ser punidos com pena de prisão até 2 anos.

O The Guardian conta que, nos últimos anos, um número crescente de famílias, estudantes, desempregados e sem-abrigo em França tem vagueado os caixotes dos supermercados para comer. Essas pessoas têm vindo a encontrar produtos comestíveis deitados fora assim que as respectivas datas de validade são ultrapassadas.

Com esta medida, as instituições de solidariedade vão poder certamente oferecer muitas mais refeições gratuitas aos mais desfavorecidos, face ao número de refeições que podiam dar até aqui.

Jacques Bailet, responsável pela Banques Alimentaires, disse ao jornal britânico que a nova lei é “positiva e simbolicamente muito importante” e que vai ajudar a aumentar a crescente tendência de doações dos supermercados a bancos alimentares. “O mais importante, como os supermercados vão ser obrigados a assinar acordos de doações com instituições, vamos conseguir aumentar a qualidade e diversidade da comida recebida e distribuída”, comentou ao The Guardian. “Em termos de equilíbrio nutricional, temos neste momento um défice de carne e falta de fruta e vegetais. Esta lei permitirá, se tudo correr bem, que consigamos obter uma quantidade maior destes produtos.”

A lei, que já conta com o apoio do Carrefour, o maior grupo de supermercados francês, também impõe mais responsabilidades às instituições sociais e bancos de ajuda no que à recolha, armazenamento e distribuição de comida diz respeito. Em parte, isto significa que a comida deverá ser distribuída num centro alimentar, em vez de ser oferecida na rua, onde o contacto com quem a recebe é menor.

Esperemos que este bom exemplo francês chegue a mais países.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!