O reposicionamento da Playboy e o caso Stoli numa campanha irresistível


Como já tínhamos informado, em Outubro do ano passado, a Playboy anunciou um reposicionamento na sua marca e eliminou uma das principais características da revista, a publicação de fotos de mulheres totalmente nuas, tendo a ideia só ganho forma física na edição deste mês.

Inicialmente, parecia impossível para muita gente pensar na Playboy sem este tipo de publicação, mas os números divulgados pelo CEO Scott Flanders indicam justamente o contrário. A distribuição da revista nos EUA teve um acréscimo de 1200 novos pontos de venda e, até ao momento, a marca tem atraído cada vez mais empresas interessadas em publicitar os seus produtos. O volume de anúncios do novo formato da revista aumentou de 42% para 55%.

Empresas como a Stoli (ou Stolichnaya), marca de vodka pertencente ao grupo Pernod Ricard, que promovia os seus produtos com publicidade frequente no formato tradicional da revista, decidiram continuar lado a lado com a Playboy e apostar neste novo modelo. Segundo Flanders, “a presença significativa destes parceiros é parte essencial da mudança” e afirma que as marcas vêm esta mudança como “uma possibilidade de atingir novos públicos com a novidade”.

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A Stoli optou por uma publicidade premium, presente ao longo do novo número da publicação, contra-capa incluída, onde mostra as suas modelas em topless – as suas garrafas Stoli.

Desenhada pela The Martin Agency, premiada agencia norte-americana, a sua comunicação faz alusão à nova política de não-nudez da Playboy com um conjunto de anúncios e headlines irresistíveis como “Here’s to leaving just a little to the imagination” ou “The only topless photo in this issue”.

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Segundo Neel Williams, diretor criativo da The Martin Agency, o objetivo era mostrar “um pouco de inteligência e humor”, e ao mesmo tempo apoiar e aplaudir a decisão da Playboy em “agitar as coisas”.

Texto de: André Calado
Editado por: Rita Pinto