ONU decide a favor do fundador da Wikileaks: Julian Assange foi detido de forma ilegal


 
O Shifter precisa de dinheiro para sobreviver.
Se achas importante o que fazemos, contribui aqui.

Um painel de especialistas do grupo de trabalho para as Detenções Arbitrárias das Nações Unidas concluiu que Julian Assange, o fundador do Wikileaks, foi “arbitrariamente detido”. O relatório final justifica-se, defendendo que “a detenção foi arbitrária porque Assange foi isolado durante a primeira fase de detenção”. No seguimento desta decisão, a ONU apelou ainda às autoridades suecas e britânicas para que cessassem as “privações à liberdade” a que Assange tem estado sujeito.

“Se a ONU anunciar que perdi o meu caso contra o Reino Unido e a Suécia, eu deixarei a embaixada ao meio-dia de sexta-feira para aceitar a detenção por parte da polícia britânica na medida em que não há probabilidade significativa de novo recurso”, declarou Assange antes da decisão. O australiano declarou também que espera o fim das tentativas de captura agora que a ONU determinou como ilegais as acções dos estados contra o fundador do Wikileaks.

Através de um porta-voz, o governo britânico já fez saber que esta decisão da ONU “não muda nada” e que “rejeita categoricamente a ideia de que Julian Assange é vítima de uma detenção arbitrária”. O executivo defende ainda que “Assange nunca foi arbitrariamente detido pelo Reino Unido mas está, de facto, a evitar voluntariamente uma detenção legal ao permanecer na embaixada equatoriana”.

Relembramos que em 2012, Assange recebeu asilo político por parte da embaixada do Equador, onde permanece desde então, de forma a evitar extradição para a Suécia onde tem formuladas queixas contra si por abusos sexuais.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!