Sabes quem esteve na MWC? Nada mais nada menos que Lewis Hamilton, campeão mundial de F1


Não é só de figuras da tecnologia, como Mark Zuckerberg (Facebook), Hugo Barra (Xiaomi) ou até mesmo Jonah Peretti (BuzzFeed, CEO) que se fazem as grandes conferências da MWC 2016. Na tarde desta terça-feira, Lewis Hamilton, nada mais nada menos que campeão do mundo de Fórmula 1, subiu a palco para falar um pouco sobre a tecnologia que equipa o seu carro.

Não, Lewis Hamilton não é um expert em tecnologia automóvel, e a principal conclusão que se tira da participação do piloto britânico é que a sua paixão por selfies e o Snapchat é imensa, mas só a sua presença na Fira de Barcelona foi suficiente para encher praticamente todo o auditório que, no dia interior, tinha já recebido Mark Zuckerberg.

No palco estavam também Paddy Love, diretor técnico da Mercedes AMG Petronas, e Derek Aberle, presidente da Qualcomm. “A comunicação entre mim e o meu carro funciona muito melhor do que um casamento! (risos) Há tanta tecnologia envolvida nos nossos carros que hoje em dia não é preciso apenas guiar, é preciso sentir e entendê-lo”, referiu Hamilton.

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Poupar tempo na análise de um corrida e automatizar muitos dos processos é mesmo o grande objetivo e aquilo para que a Mercedes e a Qualcomm têm trabalhado na Fórmula 1. A julgar pelos resultados, tudo parece estar a correr bem.

O piloto está em Barcelona principalmente para testes antes do campeonato e admitiu em palco que até que não gosta de conduzir na sua vida quotidiana e evita fazê-lo ao máximo, embora as palavras lhe faltem para descrever a “montanha-russa” que é a velocidade de uma corrida de Fórmula 1. Para a despedida, como não podia deixar de ser, houve tempo para uma selfie.

Carros que encontram lugares de estacionamentos sozinhos: vai acontecer

O presidente da Qualcomm dominou os primeiros 25 minutos da conferência e apresentou os desenvolvimentos que a sua empresa tem atingido desde que entrou para o mercado automóvel, há cerca de dez anos, e revelou que pretende “atacar” o mercado dos carros elétricos e dos carros autónomos.

De acordo com Derek Aberle, a Qualcomm quer eliminar praticamente toda a tarefa chata que envolve ter um veículo destes. “E se um dia chegamos a casa e nos esquece-mos de deixar o nosso carro elétrico a carregar? Como vamos para o trabalho?”, questionou o executivo. A resposta é apenas uma: mecanismos que levem a que o veículo se carregue sozinho, quer na garagem de casa quer até na própria estrada.

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“No futuro, o carro vai estar ligado a tudo: às pessoas – para que se possam evitar acidentes -, às cidades, às empresas de seguro e até aos próprios fabricantes. Vai haver a possibilidade de diagnosticar situações antes mesmo que elas aconteçam”.

A intervenção humana na condução vai, então, ser cada vez menor, para que possamos aproveitar o tempo até então passado atrás do volante para consultar o email ou tomar o pequeno-almoço. Derek falou até de um sistema que deteta automaticamente lugares de estacionamento livres, quer estejam eles longe ou perto, para que o carro se estacione sozinho. “Quem não vai gostar muito disto são os arrumadores”, brincou o presidente.

Ninguém tem investido tanto como a Qualcomm neste setor, e uma coisa é certa: o futuro passa pelos automatismos e pelo wireless. Se evoluímos tanto nos últimos cinco anos, imagina só o que vamos encontrar daqui a cinquenta.

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