Sete projectos portugueses entre os melhores do ArchDaily


 
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A plataforma ArchDaily está neste momento a estudar os vários projetos interessantes que se fizeram no último ano civil para coroar, dentro de 14 categorias, os melhores edifícios do ano.

É a sétima edição de distribuição de prémios daquele que é o maior site de informação e divulgação da arquitetura a nível mundial, com 350 mil visitas diárias.

Entre os 70 finalistas, estão nada menos que sete edifícios desenhados por arquitetos portugueses. Trata-se de um décimo de todos os nomeados!

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O mercado Municipal de Abrantes (ARX Portugal), o Parque Al Shaeed (imagem em cima) no Kuwait (Ricardo Carvalho) e a Cozinha Comunitária de Terras da Costa, na Costa da Caparica (Ateliermob) são os concorrentes portugueses à categoria de Melhor Edifício Público do Ano.

A concorrer “por” Portugal na categoria de Hospitalidadeo ateliê FCC Arquitetura, com a colaboração da arquiteta Paula Lobo, apresenta o Cella Bar ao mundo (imagem de capa do artigo), um espaço que se tornou viral na internet pela sua beleza característica dos espaços rurais portugueses, e pelas suas linhas e materiais que nos fazem lembrar as garrafeiras das grandes vinhas portuguesas.

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Elisabete de Oliveira Saldanha assinou o projeto da Casa de Guimarães em Portugal (imagem acima), que concorre ao prémio de Melhor Remodelação. Trata-se de um palacete remodelado que combina o peso da arquitetura tradicional da pedra em Portugal com as linhas retas de betão armado e os grandes espaços em madeira da arquitetura moderna.

O Centro Equestre de Leça da Palmeira (imagem abaixo), edifício que no seu interior espanta pela beleza e qualidade do emprego da madeira que involve todo o seu interior, é o candidato português a Melhor Edifício de Carácter Desportivo. Carlos Castanheira e Clara Bastai são os génios por detrás do projeto.

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Por último, Portugal tem ainda outro concorrente na categoria de Arquitectura de Interiores. Trata-se da sede da empresa UralChem, na Rússia, assinada pelo ateliê Pedro Silva Arquitetos (imagem abaixo), composto por Luís Pedro Silva e Maria Rita Pais. Neste projeto destacam-se as linhas sinuosas do teto de todo o edifício, completamente coberto por lâmpadas LED controladas de maneira digital.

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É de facto um grande feito para Portugal. Trata-se do país mais representado no lote dos 70 candidatos às 14 categorias de edifícios do ano. No ano passado, 3 edifícios de assinatura portuguesa estiveram entre os vencedores: o Edifício Sobre a Água, de Siza Vieira e Carlos Castanheira, o Parque Natural do Fogo do ateliê OTO, e a Casa de Sambade, dos spaceworkers.

São, então, sete projectos portugueses que superaram a fase de votação online que reunia mais de 3 000 projetos a nível mundial, e se encontram agora no lote dos 70 finalistas, que pendem votação do júri. A fase de consideração prolonga-se até 8 de Fevereiro, e os resultados são divulgados no dia seguinte.

Vamos ficar atentos aos nossos concorrentes!

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!