Um segundo olhar ao Huawei MateBook (e o frente-a-frente com o Surface Pro 4)


 
O Shifter precisa de dinheiro para sobreviver.
Se achas importante o que fazemos, contribui aqui.

O mercado de equipamentos híbridos está mais concorrido do que nunca. Marcas como a HP, Microsoft e Samsung está a investir largos milhões para lançar e encontrar os produtos perfeitos que vão ao encontro das necessidades de quem procura portabilidade e eficácia mas não dispensa do poder de processamento. Neste domingo, foi a Huawei a entrar nesta corrida com o MateBook, um equipamento que está a dar que falar na MWC e que vai criar ondas no mundo dos 2-em-1.

Apresentado em Barcelona, o Huawei MateBook é o mais recente produto da marca chinesa e que é instantaneamente comparado ao Surface Pro 4. Bem vistas as coisas, o seu design é até mais semelhante do Galaxy TabPro S, não só devido ao teclado mas também à reduzida espessura do tablet. Contudo, optámos por fazer uma rápida comparação ao mais recente híbrido da Microsoft, o líder nesta categoria e o que mais desenvolvimentos tem conseguidos nos últimos anos.

O MateBook é muito mais tablet do que o Surface Pro 4…

Comecemos pelo tablet propriamente dito. A diferença no peso (e também de espessura) é algo que se sente logo na primeira vez em que se pega nos dois produtos. O Surface Pro 4 tem 120 gramas a mais do que o MateBook e o peso não está tão bem distribuído, o que torna complicada a sua utilização com uma só mão durante longos períodos de tempo. Para além disso, o MateBook fez um melhor aproveitamento da parte frontal e apresentou bordas bastante pequenas.

[table id=1 /]

huaweimbhandsonmwc16_02

Quanto ao ecrã, é de facto difícil competir com a brilhante tela da Microsoft e portanto o MateBook sai aqui em desvantagem, não só em termos de números como também em termos de utilização.  Isto é um dado que se pode transformar num problema caso o teu dia-a-dia envolva, claro esta, trabalhar diariamente com edição de foto ou de vídeo, embora se esse é o caso então comprar um produto desta categoria não é de todo a melhor escolha.

…mas escrever no teclado pode tornar-se mais desafiante

Quando se inclui o teclado no equipamento, aquilo que era até então um tablet de dimensões superiores ao normal transforma-se numa autêntica máquina de trabalho. Ao contrário do teclado do Pro 4, o do MateBook tem as teclas sem qualquer espaçamento entre si, o que, apesar de terem uma área superior, pode ser um problema para quem tenha o objetivo de escrever longos textos rapidamente.

huaweimbhandsonmwc16_03

Nos nossos testes, escrever tanto num como noutro foi relativamente fácil, embora de facto tenhamos dado mais erros de escrita no teclado do MateBook. É tudo uma questão de hábito, na verdade, mas há que admitir que é mais fácil uma habituação ao teclado da Microsoft do que ao do equipamento da Huawei.

Os ímanes são os teus melhores amigos

A fabricante chinesa reforçou a sua preocupação com o design dos produtos e isso nota-se especialmente neste departamento. O teclado do MateBook funciona também como uma capa protetora que cobre a totalidade do tablet, como se de uma pasta de tratasse, e deixa-o com um aspeto bastante “estiloso” para carregar debaixo do braço.

huaweimbhandsonmwc16_04

Não obstante, muitas pessoas podem até nem notar que o que ali vai é um equipamento híbrido mas sim uma pasta de documentos, dado que a capa é feita de um material que se assemelha ao couro. Por fim, uma nota negativa para o MateBook devido aos ângulos em que é possível colocar o equipamento para trabalhar: são demasiado altos e pode tornar-se um desafio trabalhar com o produto no colo, por exemplo.

A capa do Matebook tem também ímanes que acordam o equipamento automaticamente e permitem também que as as dobras se unam mais firmemente para segurar o tablet.

A dock: MateBook tem a melhor e a mais barata

A Huawei apresentou uma gama de acessórios para o MateBook e um dos principais foi a MateDock, que acrescenta portas bastante úteis a um produto que não tem mais do que uma entrada USB Type-C. Para muitos pode ser um desafio carregar mais um produto para ter algo tão simples como uma entrada USB 3.0, mas o modo de fabrico da MateDock tenta facilitar isso ao máximo.

[table id=2 /]

O design é simplista, o equipamento é bastante leve e, ao contrário da dock que existe para o Pro 4, traz entradas que para muitos são essenciais num computador de trabalho: HDMI e VGA, para ligar até um segundo ecrã. Para além das entradas a mais, e feitas as contas, comprando o modelo de entrada do MateBook (processador M3 e 4 GB de RAM), a MateDock e a MatePen acaba por ficar mais barato do que comprar simplesmente o modelo de entrada do Surface Pro 4.

Veredito final?

É difícil decidir entre um produto e o outro quando se testou o Huawei MateBook durante alguns minutos. Não conseguimos apurar como se comporta o processador com programas como o Chrome e Audacity a correr ao mesmo tempo, por exemplo.

huaweimbhandsonmwc16_05

Mas podemos dizer que faz muito mais sentido comprar o tablet da Huawei sem ter de estar a adquirir obrigatoriamente o teclado e a caneta, enquanto que comprar o Surface Pro 4 e não aproveitar as vantagens do seu teclado já parece algo menos conveniente.

O principal a reter desta análise é que, se pretendes comprar um Surface Pro 4 num futuro próximo, talvez devesses esperar mais umas semanas e dar uma olhadela neste MateBook primeiro. onde poderás encontrar praticamente as mesmas especificações a um preço bastante mais atraente e com acessórios (muito) mais acessíveis.

huaweimbhandsonmwc16_06

Confere aqui o resto da comparação das especificações:

[table id=3 /]

mwc16banner

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!