FBI desbloqueou o iPhone que a Apple se recusou a desbloquear


A batalha legal que opunha o governo norte-americano à Apple parece ter conhecido um fim agora que o FBI conseguiu desbloquear o telefone de Syed Rizwan Farook, o terrorista abatido em Dezembro após o ataque em San Bernardino. A notícia chega-nos após o Departamento de Justiça ter feito chegar aos tribunais um requerimento onde pede o fim da acção legal levada a cabo contra a Apple.

No documento pode ler-se:

“O governo tem agora acesso à informação armazenada no iPhone de Farook e portanto não requer mais a assistência da Apple Inc.[…]”

Contra aquilo que ambas as partes acreditavam ser possível, o FBI conseguiu chegar até uma outra entidade capaz de desencriptar o telefone sobre a qual não existe, até ao momento, qualquer informação. Lembramos, no entanto, que John McAfee já tinha admitido no passado, ser capaz de desbloquear o telefone.  Em declaração à imprensa, representantes do Departamento de Justiça norte-americano disseram que o método encontrado apenas funciona naquele dispositivo em particular, um iPhone 5c que corria uma versão do iOS 9.

No dia 20 de Março o Departamento de Justiça já teria comunicado às autoridades legais que a Apple teria deixado de constituir uma solução única para este caso. De forma a poderem investigar o novo método encontrado, o tribunal deu ao governo até dia 5 de Abril para reportar a eficiência do novo método que, a provar-se bem sucedido, seria suficiente para deixar cair o caso que se sustentava na ideia de que a Apple seria a única entidade capaz de desbloquear o telefone de Farook.

Vários especialistas já teriam comentado sobre o assunto, corroborando na sua grande maioria a opinião de que o desbloqueio deste telefone nunca seria um ato isolado. No entanto, e apesar do governo já ter comunicado que este desbloqueio apenas foi possível de aplicar àquele dispositivo em específico, fica no ar a ideia de existência de uma realidade inconveniente: um governo conseguiu obter os meios para desencriptar um telefone sem o auxílio do seu fabricante.