Nos Estados Unidos, há votos fantasma contra a violência com armas de fogo


Numa altura de eleições nos Estados Unidos da América, em que o foco está sobre a democracia daquele país e sobre quem será o próximo homem mais poderoso do mundo, volta a surgir uma forte campanha a favor da prevenção da violência com armas.

Depois de no ano passado a instituição States United to Prevent Gun Violence (SUPGV) ter dado história às armas, com a campanha “Guns With History”, agora pretende dar voz às vítimas dessas armas. Ou melhor, pretende devolver-lhes o “direito de voto”, através de um “Ghost Vote”.

A instituição norte-americana quer voltar a trazer para a ordem do dia as “leis de senso comum contra armas” e colocá-las no centro da agenda política, através da “voz” de quem certamente votaria a favor destas leis: as pessoas que, pela falta de legislação, foram vítimas de armas de fogo.

A SUPGV dá a oportunidade às pessoas de votarem pelas vítimas a favor de um pro-gun legislator, ou seja, um deputado a favor das tais leis. Para tal, os cidadãos só precisam de se dirigir a ghostvote.com e escolher por qual vítima querem apoiar determinado deputado, tendo ainda a oportunidade de disseminar a mensagem pelas redes sociais.

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No vídeo da campanha podemos, por entre frases marcantes, ouvir quem queira “fazer o Ghost Vote pela Ava, que não teve a oportunidade de viver a sua vida” ou quem queira dar uma voz aos seus falecidos filhos. Afinal, todas as vítimas merecem ser ouvidas.

Mas a SUPGV não se ficou por aqui. Nesta parceria com a organização The Newtown Action Alliance, espalharam marcas de homicídios pela capital Washington D.C., com os bem distintos tracejados de uma cena de um crime.

Não sabemos se será desta que nos Estados Unidos a legislação se tornará mais apertada quanto à posse de armas, mas a SUPGV promete não baixar os braços nesta luta com contornos bem complexos.

A Grey New York volta a ser a agência por trás da campanha, desta vez sem dedo do português João Coutinho.