Os Jogos Olímpicos deste ano vão contar com uma equipa de refugiados


Nas vagas de migrantes que têm chegado à Europa em busca de refúgio, também se contam atletas de competição que, num ano olímpico como 2016, estariam condenados a aceitar a injustiça de não poder competir num dos maiores eventos desportivos da história.

No entanto, com vista a inverter este destino tão provável, o Comité Olímpico Internacional compôs uma equipa inicial de refugiados constituída por 43 atletas que irão treinar para competir sob os símbolos olímpicos nos jogos deste ano, no Rio de Janeiro. Em Junho, o COI anunciará a equipa final que estima vir a ser composta por cerca de dez atletas.

A equipa de Atletas Olímpicos Refugiados, como será conhecida a selecção no Brasil este Verão, será a penúltima a entrar no estádio durante a cerimónia de abertura e terá à sua disposição as mesmas condições que as outras equipas. O COI ficará encarregue de fornecer os equipamentos e materiais necessários aos atletas.

“Todos nós ficámos sensibilizados pela magnitude desta crise de refugiados”, disse o Presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach numa conferência em Lausanne onde, de resto, reconheceu também o simbolismo desta acção. “Ao recebermos a equipa de Atletas Olímpicos Refugiados no Rio, nós queremos enviar uma mensagem de esperança a todos os refugiados do mundo.”

Esta é a primeira vez que uma equipa compete num regime de selecção diferenciado sob a bandeira Olímpica.