SoundCloud lança serviço de streaming pago. Custa 10 dólares por mês


Chama-se SoundCloud Go e, para já, vai estar disponível apenas nos EUA por 9,99 dólares/mês. Trata-se de um serviço de streaming que concorre com o Spotify e que oferece um catálogo mais alargado que aquele disponível no SoundCloud “gratuito”, modo offline e reprodução sem anúncios.

O SoundCloud assinou contratos com algumas grandes editoras, como a UMG, a Sony, a Merlin e a Warner, e também com pequenas para dar aos assinantes do SoundCloud Go músicas que só eles podem ouvir. Não quer isso dizer que essas faixas não estejam disponíveis noutros serviços de streaming, mas pelo menos os utilizadores gratuitos do SoundCloud não as podem ouvir.

Por outras palavras, o SoundCloud permite que os artistas disponibilizem algumas faixas gratuitas e outras que só os assinantes do SoundCloud Go podem ouvir. Cabe aos músicos, bandas e DJs gerirem a melhor forma e estratégia de distribuir o seu conteúdo na plataforma. Aliás, o SoundCloud é uma espécie de “YouTube da música”, ou seja, qualquer pessoa criar uma conta e partilhar faixas, remixes ou covers que tenha feito. Esses “criadores”, como o SoundCloud lhes chama, são cerca de 12 milhões e têm total controlo sob o trabalho publicado – uma vantagem relativamente à maioria das plataformas de streaming.

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O SoundCloud tem 175 milhões de utilizadores, um número muito superior ao de assinantes do Spotify (30 milhões). Mas, conforme conta a Wired, o serviço de streaming sueco não é propriamente uma preocupação para o SoundCloud, que vê na junção de grandes nomes da música a artistas mais pequenos/independentes a principal vantagem competitiva do Go. Eric Wahlforss, CTO e co-fundador da empresa, explica que com o novo serviço de subscrição as Beyonces e Biebers do mundo “tudo aquilo que já existia na plataforma – os trabalhos dos DJs, os remixes e mashups, as covers, e tudo isso – isso tudo pode agora viver lado a lado com o conteúdo premium”.

Os algoritmos do SoundCloud podem ajudar artistas estreantes a ficarem conhecidos. Wahlforss contou à Wired o caso do rapper Rory Fresco. Quando em Janeiro, Kayne West partilhou a música “Real Friends/No More Parties in LA” no SoundCloud, os algoritmos colocaram a faixa “Lowkey” de Fresco a tocar em auto-play de seguida. Assim, Fresco ganhou notoriedade e não muito depois assinou com a Sony Music.

As vantagens do SoundCloud Go incluem também reprodução em modo offline e sem anúncios. O novo plano está, para já, disponível apenas nos Estados Unidos e vai co-existir com a opção SoundCloud Pro já existente. O SoundCloud Pro é um produto pensado para os “criadores”, já que remove os limites no upload de sons e oferece estatísticas mais pormenorizadas, entre outras funcionalidades.

Links do SoundCloud, carregados de boa e nova música independente, são partilhados um pouco por todas as redes sociais; contudo, é em serviços como o Spotify que estão as faixas e os álbuns que ouvimos na rádio. O SoundCloud Go promete juntar estes dois mundos e pode vir mesmo a vingar no mercado.