A Suécia tem agora um número de telefone. Experimenta ligar +46 771 793 336


A maioria dos países europeus conta com o turismo como uma das principais fontes de receita, e nós como portugueses bem o sabemos. Neste âmbito, quase todos os países fazem as suas campanhas de auto promoção. Por cá basta fazer um filme de dois minutos a mostrar as maravilhosas paisagens, as mesas cheias de comida e os sorrisos dos nossos comerciantes, para conquistar meio mundo e na hora seguinte ter os hotéis lotados.

No entanto, na Suécia, aparentemente, as coisas fazem-se de forma diferente. Partindo da verdade lapalissiana, de que ninguém conhece uma cidade ou um país melhor que um local, e de forma a celebrar abolição da censura feita há 250 anos, a Associação de turismo da Suécia decidiu criar o número de telefone para… a Suécia.

O que é isso? Bem, é basicamente, um número de telefone para o qual podemos ligar de qualquer parte do mundo, sabendo que quem nos vai atender é um qualquer sueco numa qualquer parte da Suécia. O vídeo da campanha convida-nos a falar de qualquer tema que nos ocorra: almôndegas, política, direitos homossexuais, taxas da suicídio, neve, amor, escuridão, prémio nobel, qualquer coisa.

Há ainda um site, theswedishnumber.com onde podemos ver alguma informação complementar da campanha: de onde foi feita a última chamada, o número total de horas de chamada feitas até ao momento, países que mais ligaram para o número, entre outras.

Nós tentámos, mas não resistimos e fizemos uma chamada para a Suécia. Falámos com Roger, um sueco que estava em sua casa, nos arredores de Estocolmo. Tinha acabado de voltar de um passeio com o seu cão, bem a tempo de evitar a chuva que agora caía. Confessou-nos que fomos a sua primeira chamada e que se tinha registado na aplicação há pouco mais de 2 horas. Nunca esteve em Portugal, mas tem amigos que têm cá casa de férias e sabe que há uma grande diferença entre o clima dois dois países. Na sua opinião “este projecto é fantástico. Pois é muito melhor descobrir outros países através de conversas em vez de pesquisas no Google”.

Texto de: Rui Antunes
Editado por: Mário Rui André