“Curar” os edifícios devolutos com legos


 
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São pedaços coloridos de plástico que fizeram de muitos de nós pequenos construtores civis durante a infância e até depois dela. Com formas, mais ou menos uniformes, os legos marcaram uma geração e são hoje, um dos instrumentos de trabalho de Jan Vormann. O artista alemão utiliza-os em construções que já sofreram as marcas do tempo e da destruição.

Valparaiso, Chile

O seu passaporte marca destinos como os EUA, a Europa, a Ásia e a América Central. Na verdade, mais de 40 cidades tiveram a oportunidade de receber nas suas paredes os legos que Jan Vormann acreditava darem uma nova vida ao betão e ao ferro dos edifícios. O plástico colorido surge quase como um curativo, em que, para além de disfarçar a decadência e a passagem do tempo, significa também o renascimento de novos pensamentos face às construções.

Paris, França

Veja-se o exemplo de uma estação de comboios na Alemanha, que durante a II Guerra Mundial foi um dos locais de passagem dos judeus para os campos de concentração nazis. Não se pretende apagar as memórias do passado, no entanto, o artista acredita que a felicidade merece também ter presença nesses lugares, outrora tão obscuros.

Berlim, Alemanha

Barcelona, Espanha

A colocação de legos nos locais é feita com ajuda de voluntários, sensibilizados com a arte de Jan Vormann. A negligência de prédios e habitações terá levado, igualmente, ao surgimento de intervenções semelhantes, num quase mimetismo da prática do artista alemão. Para conheceres alguns dos exemplos do trabalho, este mapa interativo serve como bússola dos legos: no betão, nos tijolos e nos muros, um pouco por todo o mundo.

Valparaiso, Chile

Texto de: Rita Neves Costa
Editado por: Rita Pinto

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