Há novas imagens do filme porno homossexual de James Franco


James Franco não deixa ninguém indiferente – seja no grande ecrã onde se reinventa em cada papel, seja nos social media onde não costuma ter filtro. Entrevistou Kim Jong Yun em A Entrevista, já foi uma caricatura de Riff Raff em Springbreakers e um professor viajado no tempo na tentativa de impedir o assassinato John F. Kennedy na nova série televisiva 11.22.63.

O seu último projeto profissional é o drama pornográfico King CobraO filme baseia-se na história de Bryan Kocis, realizador de filmes pornográficos e fundador do Cobra Video, um estúdio dedicado a esta expressão em particular. A obra baseia-se no livro Cobra Killer: Gay Porn, Murder, and the Manhunt to Bring the Killers to Justice de Andrew E. Stone e Peter A Conway e estreou este fim-de-semana no festival de cinema nova-iorquino de Tribeca. Entre o conteúdo infinito que a estreia fez nascer na web sobre o filme, há um vídeo com cenas exclusivas para te deixar ainda mais curioso.

A semana passada, a Enterteinment Weekly tinha libertado as primeiras imagens em vídeo conhecidas do filme.

O drama verídico oferece um olhar sobre a cena porno LGBT dos anos 2000 e está repleto de contornos recônditos que terminam com o assassinato de Kocis. Sean Paul Lockhart (Garrett Clayton) é uma jovem estrela em ascensão que depressa inicia o seu percurso com o produtor, aqui interpretado por Christian Slater. Lockhart faz o seu caminho, adopta o pseudónimo “Brent Corrigan” e torna-se um símbolo sexual. A relação entre os dois complica-se quando o actor contradiz o seu ar ingénuo e começa a aperceber-se de como funciona o mundo dos negócios. Ofendido pelo seu salário insignificante, descobre que há dinheiro que não lhe chega às mãos. Abandona a Cobra, marca que o tornou famoso, achando que pode viver sem agente, mas é quando cai nas mãos dos The Boyz Viper, uma dupla constituída pelo produtor interpretado por James Franco e pelo seu sócio/actor principal/amante (Keegan Allen), que começa uma guerra que tem tanto de sórdida como de tórrida.

A crítica tem elogiado o filme de Justin Kelly, ressalvando o estilo trági-cómico com que abordou o tema. Numa recente entrevista ao The Verge, Kelly abriu o jogo sobre as intensas cenas de sexo gay no filme e revelou que os na maioria das vezes os actores levaram as coisas “mais além” do que o guião pedia.

A verdade é que o buzz em torno da orientação sexual de James Franco tem servido como o marketing mais eficaz de sempre ao filme. O actor já interpretou homossexuais tantas vezes quantas representou heterossexuais no grande ecrã e por várias vezes fez declarações que deixaram no ar a dúvida e fizeram a imprensa esquecer o role de ex-namoradas de Franco que inclui nomes como a modelo Agnes Deyn ou a actriz Sienna Miller.

Na sua mais recente entrevista publicada pela New York Magazine, James admitiu ironicamente que é “um pouco gay.” Disse que “Há uma cerca confusão em relação à minha sexualidade. E a primeira questão é: ‘Por que é que isso interessa?’ Bem, interessa porque sou uma celebridade. É por isso que se importam com quem tenho sexo. Mas se a vossa definição de gay e homossexual depende de com quem eu durmo, então acho que podem dizer que sou. Tenho de ser leal porque a minha sensibilidade mente quando tenho de me definir. Por isso, sim, sou um pouco gay, existe um James gay.