Messenger ganha usernames e códigos “à lá Snapchat”


O mundo está a ficar cada vez mais digital, e se isto é bom ou não é algo que daria aso a horas de discussão. O que é inegável é que o caminho é o online e só os números do próprio Facebook mostram isso. A rede social de Mark Zuckerberg anunciou esta quinta-feira que superior a incrível marca de… 900 milhões de utilizadores activos no Messenger.

Ainda não supera os 1,38 mil milhões de habitantes da China, mas, se fosse um país, o Messenger era em larga escala um dos mais habitados do planeta. Só no último mês, em Portugal, foram trocadas 2,5 vezes mais mensagens entre o Messenger e páginas do que a média global, ilustrando de forma evidente a crescente interacção entre os utilizadores portugueses e os seus negócios/marcas de eleição, tanto de Portugal como de além-fronteiras.

Mas o Facebook quer que estes números aumentem – e, de forma a continuar a ajudar os utilizadores a encontrar e interagir com os seus amigos e marcas favoritas, o Messenger vai contar com várias novas funcionalidades (algumas delas inspiradas no Snapchat…).

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Em primeiro lugar, o Messenger vai permitir-te criar um código que só tu tens e que servirá como uma espécie de cartão de visita. Imagina: saíste à noite e queres ficar com o contacto da miúda que conheceste. Pegas na câmara do telemóvel fazes scan no código dela e podem continuar a falar no dia seguinte no Messenger. O mesmo é válido numa lógica profissional, em sessões de networking. Esta é uma funcionalidade já utilizada em outras redes sociais, como o Snapchat, e é bastante útil.

Para além do código, vão existir usernames (parecido ao Twitter) e links que te vão permitir igualmente iniciar conversas no Messenger. Assim, em breve, poderás configurar o teu n.me/username, um URL que, quando clicado por alguém, vai abrir o Messenger no telemóvel dessa pessoa e iniciar um chat contigo. As páginas vão ter o @username debaixo do seu nome para que seja fácil encontrar a página certa na app.

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A verdade é que Mark Zuckerberg não consegue ficar parado e, mais do que uma rede social para partilha de fotos em festas ou em viagens de turismo, o Facebook está também a assumir-se como uma ferramenta de trabalho. Já alguma vez falaste com alguém que achava que o Google era basicamente a internet? Não será surpreendente se daqui a uns anos as pessoas começarem a pensar assim para o Facebook.