O Live tem tudo para ser a próxima grande cena do Facebook


O Meerkat introduziu os vídeos em directo a partir do telemóvel, o Periscope melhorou-os. Mas vai ser o Facebook a popularizá-los. O lançamento global do Live há poucas semanas foi apenas o início de uma revolução que se avizinha grande dentro da maior rede social do mundo.

O Live funciona dentro do Facebook que mil milhões de pessoas usam todos os dias e está ligado aos nosso gráfico social. Significa isso que podemos fazer vídeos em directo com os nossos amigos ou os nossos seguidores – isto se formos um jornalista ou uma figura pública. Podemos ver os lives de celebridades, das publicações que seguimos e das marcas de que gostamos.

A pensar em todos os utilizadores, nos “famosos” e nos “comuns”, o Facebook anunciou uma série de novidades na F8, a sua conferência para programadores que decorreu na semana passada. Uma delas é uma API que vai permitir criar experiências específicas de livestreaming. Por exemplo, empresas de media poderão criar autênticos programas estilo-TV no Facebook.

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No fundo, a Live API permite criar livestreams mais complexos, misturando vídeo de várias câmaras e aúdio de diferentes fontes, adicionando efeitos especiais, como oráculos ou gráficos que mostrem resultados, e moderando comentários. Esta tecnologia pode também ser utilizada para integrar um live num website externo e para entrar em directo com uma câmara que não a de um telemóvel.

Nesse campo, o Facebook juntou-se para já ao Livestream, permitindo criar lives a partir da Mevo (antes conhecida como Movi), uma câmara compacta desenvolvida por esta empresa. Mas a ideia de Mark Zuckerberg é tornar o Live compatível com outro tipo de câmaras, incluíndo drones.

O Facebook vai certamente continuar a melhorar Live, a sua maior novidades desde o News Feed (que foi introduzido em 2006). O Live já é usado por muitas empresas de media, apesar de ainda não dar dinheiro.