Westway LAB volta a tornar Guimarães o epicentro da criação musical


Guimarães vai receber pela terceiro ano consecutivo o Westway LAB Festival, festival de base criativa, onde irá “reunir grandes nomes, nacionais e internacionais, para se discutir e fazer música”.

O Westway LAB funcionará como uma autêntica plataforma de criação contemporânea e dinâmica entre 14 e 16 e abril. Entre conferências, talks, showcases e concertos, serão três dias onde a música é o centro de todas as atenções, não só para ouvi-la, mas também pensá-la. O seu domínio de intervenção opera com base em três pilares basilares: processo, pensamento e produto.

Processo como ponto de partida, onde o foco é a criação e originalidade. Pensamento, onde o cruzamento de experiências e a partilha de conhecimento é essencial. E produto, que resulta nos álbuns que não conseguimos parar de ouvir ou em atuações que nunca mais vamos esquecer.

E o Westway LAB permite mesmo passar estas três fases de forma “inovadora e ousada”, segundo a organização. As residências artísticas (acolhidas pelo Centro de Criação de Cardoso e que começaram mais cedo, a 6 de abril) são uma das características únicas deste festival, que resultam da colaboração entre músicos nacionais e internacionais, quase que como um lançamento de novos projectos musicais.

Mas um dos maiores destaques acontece no Palácio Vila Flor com as conferências PRO, que contarão com duas palestras de figuras de relevo na indústria da música independente internacional: Charles Caldas, CEO da MERLIN, agência global de direitos digitais que agrega mais de 20 mil editoras independentes, e Helen Smith, da IMPALA, associação europeia de companhias independentes com sede em Bruxelas, onde será uma excelente oportunidade para conhecer melhor a forma se faz a gestão musical de um artista ou editora.

“Novos festivais de música europeus, direitos musicais, edição de música e o trabalho de supervisão musical em trabalhos audiovisuais” são alguns dos temas que servirão como tópicos de conversa e troca de experiências.

Entre talks, em ambiente mais informal e descontraído entre os artistas e o público, showcases, onde propõem encontros invulgares como o banda britânica The Membranes com o Coro de Jazz do Convívio, ou talentos emergentes internacionais através do programa ETEP (European Talent Exchange Programme), novidades não faltarão. No último dia de festival, 16 de abril, o Centro Cultural Vila Flor é invadido pelas 3 bandas seleccionadas na sequência do GigMit Stage, numa iniciativa para a qual foi aberto um “open call”, e irão ter oportunidade de actuar ao vivo.

No mesmo local, o festival terminará com uma festa de encerramento onde é prometida uma noite electrizante e em clima de pura festa para dançar pela noite dentro. Filho da Mãe, os holandeses My Baby, os PAUS e Rui Maia dão por concluído a edição de 2016 do Westway LAB.

Podes assistir a todos os concertos através do passe geral (15 euros). Já os showcases e o GigMit Stage têm entrada livre.