Viv: provavelmente o primeiro (e verdadeiro) assistente virtual


A tecnologia de assistente virtual tem sido desenvolvida e fonte de aposta por gigantes como a Microsoft, a Google ou a Apple. Apesar dos muitos biliões de dólares investidos, ainda não há nenhum serviço que valha a pena usar diária e constantemente, simplesmente porque não preenche totalmente os requisitos de uma verdadeira assistente. Mas isso poderá estar prestes a mudar.

Dag Kittlaus, co-fundador e o CEO da Siri – empresa que vendeu a assistente virtual do mesmo nome à Apple–, esteve recentemente na conferência TechCrunch Disrupt NYC e deixou a plateia boquiaberta com o Viv, um novo serviço de assistente virtual. “Nós vamos usar esta tecnologia para dar vida aos objetos inanimados e aos dispositivos da nossa vida através da conversação”, disse Dag em palco.

O Viv não é apenas mais um serviço e, como referido pelo CEO, o “discurso” corrente é um dos seus fortes. Para além de questões como “qual é meteorologia para amanhã em Nova Iorque?”, o Viv responde também a questões como “a máxima amanhã em Nova Iorque vai ser superior a 40ºC?” ou então “choveu em Chicago há três quintas-feiras?”.

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Como um verdadeiro assistente, o Viv pretende simplificar e automatizar tarefas para o utilizador. Dag Kittlaus chegou a pedir um Uber da conferência para Madison Square Garden em pleno palco (tanto que teve de cancelar a boleia) e disse até ao serviço para “transferir 20 dólares para o Adam pelas bebidas da última noite”. O resultado? Apareceu um cartão, com os dados da transferência, a aguardar confirmação.

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Como é que o Viv sabia os dados? Por aprendizagem. O serviço molda-se ao utilizador e pode fixar elementos como a morada dos teus pais ou, lá está, os dados bancários dos teus amigos. Para já, as respostas e os comandos aparecem apenas no ecrã e ainda não têm voz, mas é algo no qual a equipa de programação está já a trabalhar.

O desejo de Dag Kittlaus é não restringir o Viv a um sistema operativo, nem sequer a smartphones, mas alargar o serviço para vários produtos, inclusive para as smartphones. Pela primeira, parece que estamos a assistir ao desenvolvimento de um verdadeiro assistente e pelas mãos de quem realmente percebe do assunto.