A nova televisão da NOS é “para lá de inteligente”


Se te lembrares de como era a televisão há meia dúzia de anos, vais rapidamente concluir que não tem nada a ver com a experiência de hoje em dia. Podes gravar programas, ver o que deu há 5 dias ou fazer pausa na emissão. Isto se tiveres uma box e um contrato com uma operadora.

NOS, MEO e Vodafone, o serviço de televisão das 3 é praticamente idêntico. Muda a interface e mudam algumas funcionalidades, mas de um modo geral a experiência de ver televisão é a mesma. A “caixa mágica”, como em tempos lhe chamámos, parecia ter ficado definida.

Mas estamos a entrar numa nova era.

A televisão é cada vez mais sobre conteúdos e cada vez menos sobre canais. Basta olha para o Netflix e para o modelo que este implementou globalmente: um catálogo de filmes, séries e outros programas, acessível em streaming e on-demand em qualquer ecrã, e personalizado para cada pessoa. O Netflix sabe aquilo de que gostamos porque sabe o que vemos e, com base nisso, recomenda-nos novos conteúdos. Também nos diz o que deixámos a meio, e os filmes e séries estão organizados em categorias úteis, desde “novos lançamentos” a “dramas vencedores dos BFTA”, sem esquecer as categorias convencionais como “séries de comédias”, “thrilles” ou “filmes independentes”.

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Inspirando-se no sucesso do Netflix e apoiando-se no que construiu desde 1993, ano em que lançou a primeira oferta de televisão por cabo em Portugal (na altura, com a marca TVCabo), a NOS lança confiante o UMA, “uma televisão para todos e diferente para cada um”.

O UMA é uma evolução da anterior plataforma, a Iris, e vem com um novo comando e uma nova box, indispensáveis para o uso do serviço. A linha desaparece para dar lugar a um menu constituído por oito separadores: Canais, Guia, Explorar, Videoclube, Gravações, Pesquisa, Apps e, por último, Definições, onde podemos configurar vários perfis de utilização.

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O Explorar é uma das partes mais interessantes de toda a plataforma. Ele diz-nos o que deixámos a meio, o que guardámos para ver mais tarde porque não tivemos tempo, aquilo que está a dar neste momento na TV e que nos pode interessar, conteúdos on-demand recomendados e os programas mais vistos. Os conteúdos dos canais de TV, do Videoclube e do N Play (o “Netflix da NOS”) aparecem misturados entre si e agregados nas várias secções, sendo “seleccionados” pela UMA com base nos gostos de cada pessoa. A ideia é que cada pessoa da casa crie o seu perfil e, com sessão iniciada na box, aceda à sua televisão.

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Uma televisão que percebe a voz do utilizador, seja ele do Norte, do Alentejo, dos Açores ou da Madeira. Através de comandos de voz como “pesquisar Capitão Falcão” ou “pesquisar actriz Jennifer Lawrence”, é possível encontrar rapidamente o conteúdos para ver. Basta encostar o comando à boca e falar. Também podemos dizer nomes de canais ou determinadas palavras-chave, como “bolos” ou “desenhos animados”, para navegar rapidamente na lista de canais. Por exemplo, ditando “desenhos animados”, a UMA vai provavelmente mostrar-nos o Canal Panda, o primeiro canal infantil da grelha.

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A tecnologia de reconhecimento de voz ainda precisa de alguma afinação, como puderam comprovar os jornalistas presentes na apresentação da UMA esta terça-feira, em Lisboa. Nem sempre o sistema foi capaz de perceber o que era dito ou de realizar determinadas tarefas se, por exemplo, o comando de voz usado fosse “Capitão Falcão” em vez de “pesquisar Capitão Falcão”. De momento, a UMA entende apenas português.

A UMA é também a televisão que vai connosco para todo o lado – dentro e fora de casa. Através da app NOS TV ou da versão web, podemos transformar o nosso telefone, tablet ou computador numa televisão e ter acesso a cerca de 100 canais da grelha e a todas as funcionalidades que encontramos na box, incluindo gravações, voltar atrás na emissão e perfis de utilizador.

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A app NOS TV comunica com a box e pergunta-nos se queremos continuar a ver no tablet o que deixámos a meio na TV. Também é possível a qualquer momento enviar conteúdos da aplicação para a box, através da funcionalidade “Enviar para a TV”.

A nova aplicação NOS TV vem substituir a anterior Iris Online e estará disponível não só para clientes UMA, mas também Iris e Satélite. Já a app NOS Iris, que viu algumas das suas funcionalidades serem integradas na NOS TV, continuará na App Store e Google Play Store para download.

Tanto a app como a interface da box mostraram fluidez. A experiência de navegação nos conteúdos, com principal enfoque nos filmes e séries, é reforçada com detalhe do elenco e respectiva biografia. Adicionalmente é possível definir quais os actores, realizadores e séries favoritas para acompanhar todos os conteúdos televisivos e on-demand relacionados, através da funcionalidade “Seguir”.

Para ter a UMA em casa, é necessária uma box e um comando específicos, diferentes dos da Iris. A box não tem disco rígido (à semelhança da Iris, o armazenamento é feito na cloud) e suporta tecnologia Ultra HD (4K), permitindo aos dois canais experimentais 4K da grelha NOS e ao canal RTP4K, no qual serão transmitidos oito jogos em directo do Euro 2016.

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Os actuais clientes Iris poderão migrar para a UMA, assim se a nova oferta estiver disponível no mercado. Para tal, deverão contactar a NOS para saber as novas condições, podendo estar sujeitos a um período de fidelização de 2 anos se quiserem uma factura mais simpática ao final do mês.

Por exemplo, o NOS 4 com televisão (163 canais, plafond de 7,5 euros em serviços adicionais, 500 horas de gravação), internet fixa (200 MB), telefone fixo (ilimitado em Portugal e em 50 destinos internacionais) e telemóvel (1 cartão, chamadas e SMS grátis, roaming na UE incluído, 3 GB de net móvel) vai ficar a 59,99 euros/mês. Existem uma opção sem telemóvel a 49,99 euros/mês e uma outra com telemóvel e 7 GB de banda larga móvel a 72,50 euros/mês.

Todos os detalhes em nos.pt.