HP Envy 13: o ultrafino que podes levar para todo o lado


Numa altura em que marcas como Samsung, Microsoft e Huawei estão a fazer uma forte aposta nos equipamentos híbridos, surge a grande questão: qual é o espaço que os ultrabooks e os computadores portáteis ultraleves vão ter no mercado? Serão estes concorrentes diretos dos híbridos ou destinam-se a um target diferente?

O HP Envy 13 chegou recentemente a Portugal e assume-se como um concorrente directo do MacBook Air – mas com Windows 10. Leve, fino e com um poder de processamento suficiente para o multitasking do dia-a-dia, esta máquina andou connosco durante duas semanas e deu-nos certezas de uma coisa: trabalhar “on the go” nunca foi tão fácil.

O design

O HP Envy 13 não é um ultrabook, mas é sim ultraleve e ultrafino. Pesando apenas 1,27 kg e com uma espessura de 12,93 milímetros (o MacBook Air tem 17 mm), foi bastante comum sairmos para a rua com o computador na mochila e poucos metros depois, graças à sua leveza, a seguinte pergunta vir-nos à cabeça: “será que me esqueci do computador na redação?!”.

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O design é, realmente, bastante atraente. A HP conseguiu conseguiu construir uma máquina resistente e, apesar de compacta, teve ainda a audácia de incluir alguns acrescentos que só tornam ainda ainda mais satisfatória a experiência de utilização – como por exemplo as colunas da Bang & Olufsen, muito bem posicionadas e com um som de boa qualidade para um produto com estas dimensões.

Gostámos também do facto de a tampa, quando levantada, dar uma pequena elevação ao teclado, mas achamos que poderia ter havido um maior aproveitamento do ecrã, talvez reduzindo o tamanho da borda inferior.

Ainda em relação ao design, resta-nos dizer o teclado do HP Envy 13 foi provavelmente um dos melhores em que já escrevemos para um produto desta categoria. O espaçamento entre as teclas é o ideal, o tamanho das teclas também e a retroiluminação ajuda em ambientes mais escuros, apesar de as combinações com a tecla “fn” obrigarem a alguma habituação para quem vem de um teclado maior. O trackpad é largo e oferece uma experiência de navegação confortável. Tudo vantagens para quem tem de escrever muito enquanto viaja.

Conectividade

Existem várias portas de ambos os lados do HP. Do lado direito há a entrada para o carregador, duas entradas USB 3.0 e uma entrada HDMI, para além de um led que nos indica quando o computador está ligado ou desligado (e que fica intermitente por vezes, algo irritante).

Do lado esquerdo existe um leitor de cartões, um slot de 3.5 mm para os headphones e ainda uma entrada USB Sleep & Charge, com a qual é possível carregares os teus dispositivos mesmo quando levas o computador fechado na mala. Esta foi uma surpresa bastante agradável e que deveria ser incluída em todos os equipamentos do género.

Autonomia

Na apresentação do produto no seu site oficial, a HP publicita 10 horas com o Envy fora da corrente. Resposta rápida: isso é mentira. Como deves calcular, não é possível dizer-te que o portátil te vai durar X horas porque isso depende de 1001 fatores, incluíndo as próprias especificações do próprio equipamento.

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O nosso equipamento conta com 8 GB de RAM e processador i7 de 2,6 GHz, para além de um SSD de 128 GB. Fizemos sempre por levar o portátil totalmente carregado de manhã sem andar com o carregador atrás, utilizando principalmente o Google Chrome para a habitual navegação e YouTube, para além de muita escrita incluída.

O Envy 13 conseguiu durar entre cinco a sete horas tranquilamente e sempre com o modo de poupança de energia ativado e brilho a 50%. Conclusão: tem um desempenho muito semelhante ao Macbook Air e dispensa a corrente elétrica até ao momento em que chegas a casa.

Experiência de utilização

Se estás a pensar em comprar o HP Envy 13, é porque naturalmente não estás com o computador em casa o dia todo. Procuras mobilidade, facilidade de utilização e tudo isto sem comprometer o desempenho e a autonomia.

O HP Envy 13 tem tudo isto. Para além de uma bateria satisfatório e de uma portabilidade acima da média, é incrível ver que um produto com um processador i7 e com uma espessura tão reduzida não sofre com sobreaquecimento, o que o torna muito prático para escrever sobre as pernas durante várias horas numa viagem de autocarro, por exemplo (honestamente, foi assim que esta review foi feita).

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Sair de casa, ir para um café, abrir o computador e começar a trabalhar é algo que é feito com muito mais prazer com o Envy 13, simplesmente porque se alia um bom teclado a um equipamento super leve e capaz. O ecrã é um pouco reflexivo no exterior – apesar de ter mais píxeis do que o Macbook Air (2.1M vs 1.3M), o produto da Apple sai em vantagem nesta área -, mas nada que incomode ao ponto de se tornar inutilizável.

E em termos de desempenho? Os números falam por si. Naturalmente, este portátil não será o mais indicado para ti se fores um gamer ou passares o dia todo a editar vídeos e a trabalhar com programas de design, porque, tirando essas exigências gráficas, diríamos que esta máquina facilmente substitui qualquer computador lá de casa.

Conclusão

Se não estiveres dependente de um ecrã táctil, HP Envy 13 é mais prático de utilizar do que um MateBook ou um Surface 4, e isso deve-se ao facto de não estarmos constantemente dependentes de uma superfície lisa para pousar o equipamento. O disco SSD oferece uma prestação muito boa a ligar o produto e as 1,27 kg tornam fácil ter o Envy 13 nas mãos durante algum tempo enquanto mostras aquele vídeo viral ao teu amigo no corredor.

Este é um equipamento ideal para utilizar em viagens, com uma portabilidade suficiente para substituir um tablet e com processamento suficiente para substituir o computador principal lá de casa. O Windows 10 tornou-se intuitivo o suficiente não só para ecrãs táteis mas também para quem usa o portátil com um trackpad. De 0 a 10? Um sólido 8.