Irão ordena apps de mensagens a armazenar os dados dos utilizadores dentro do país


O Irão ordenou que os dados fornecidos e recebidos em serviços de mensagens terão de ficar no país. A decisão foi tomada pelo Conselho Superior do Ciberespaço e segundo a Reuters, as empresas que possibilitam este serviço têm um ano para se adaptarem à nova realidade, caso contrário terão de cessar a actividade. Os motivos da medida traduzem-se na vontade do Ayatollah Ali Khamenei, chefe supremo do país nos últimos 27 anos.

A relação do Irão com a Internet tem sido atribulada levando o Estado a barrar serviços como o Facebook e o Twitter. No último mês, as autoridades prenderam oito utilizadoras de Instagram, numa operação com o intuito de parar as publicações das iranianas, que insistiam em colocar fotos sem o lenço islâmico.

Além desta tomada de posição afectar as redes sociais já mencionadas, terá um impacto negativo no Telegram. Este serviço de mensagens tem ganho popularidade no Irão, sendo utilizado actualmente por 1/4 da população iraniana. Uma das vantagens do serviço está no modo de  encriptação que a aplicação utiliza, conferindo aos utilizadores um sentimento de segurança e privacidade. Com a medida de proteccionismo perante os dados, vários utilizadores demonstraram as suas preocupações quanto ao controlo das informações por parte do estado e à vigilância das mesmas.