Microsoft associa-se ao negócio (legal) de erva

Empresa está a desenvolver software para o mercado da marijuana.

negócio legal de erva

Erva e tecnologia na mesma frase? Até parece um sonho dos millennials mais liberais. No que depender da Microsoft, esse será um sonho tornado realidade já que a empresa está a apostar nesse sector com a Kind, uma start-up de Los Angeles.

O objectivo final é criar um software que permita controlar todo o processo, desde a semente até à venda, nos estados norte-americanos onde o uso medicinal ou recreativo da erva já é legal. Esta indústria é das mais reguladas nos EUA e, por isso, o software pretende simplificar o cruzamento de regulamentos, leis, empresas e administrações locais.

Se a iniciativa correr bem, a Microsoft pode tirar do jogo a maior desconfiança em relação ao negócio da erva: o mercado paralelo (black market).

Este pode ser considerado um passo arriscado da Microsoft, de um ponto de vista conservador, uma vez que os negócios de erva ainda têm um estigma associado. Dos 50 estados, apenas 24 já descriminalizaram ou legalizaram o uso de marijuana. No primeiro estado a legalizar, Colorado, os números são expressivos: o emprego subiu, o negócio não pára de crescer chegando já aos mil milhões de dólares anualmente e os impostos deste negócio têm servido para ajudar a combater as desigualdades.

As dificuldades também existem: ironia das ironias, quem tem cadastro por uso ilegal de erva antes da legalização não pode formar um negócio – o que traz à mesa questões raciais e de oportunidade, como relata o Mic – e também a dificuldade de ter o dinheiro deste negócio em bancos por ainda ser ilegal a nível federal, um assunto que está a ser resolvido aos poucos.

Esta é a segunda notícia de negócio da Microsoft esta semana, após a aquisição do LinkedIn. Este novo investimento faz da Microsoft uma das primeiras grandes empresas norte-americanas a investir no negócio da erva, ainda estigmatizado.