O primeiro telemóvel sem entrada para auscultadores não é um iPhone, é um Motorola


Os rumores sobre o iPhone 7 que há alguns meses já circulam na Internet sugerem que o novo topo-de-gama da Apple não vai ter a habitual porta de 3,5 mm para ligar os auscultadores. Em vez disso, a Apple vai forçar os utilizadores a usar um cabo Lightning ou a comprar um adaptador.

Contudo, parece que o primeiro telemóvel a chegar ao mercado sem porta para auscultadores não é da Apple, mas sim da Lenovo, dona da Motorola. O Moto Z e o Moto Z Force são as duas apostas da fabricante para este ano e ambos têm uma única entrada: uma porta USB-C. Se quiseres ligar os teus phones, terás de usar uns que suportem USB-C ou usar o adaptador incluído na caixa do telemóvel.

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Os Moto Z e Moto Z Force não foram inspirados apenas de um dos rumores mais controversos do iPhone. Também combinam os melhores elementos do LG G5 e do Samsung Galaxy S7, nomeadamente o sistema de módulo e a preocupação com o design, aspecto de metal e linhas direitas.

O Moto Z é um dos telemóveis mais finos do mercado, com apenas 5,2 mm. O Moto Z Force é ligeiramente mais espesso e também maior, mas a diferença é mínima, até porque os dois incluem o mesmo tamanho de ecrã (5,5 polegadas) com a mesma tecnologia AMOLED. A principal diferença entre os telemóveis é a resistência desse mesmo ecrã, com o do Force ser resistente a quedas (e quando dizemos resistente queremos dizer que é quase inquebrável). Apesar de mais grosso (7 mm), o Moto Z Force é mais fino que o iPhone 6S ou o Galaxy S7.

Os Moto Z e Moto Z Force são um ponto final: trazem uma estrutura em alumínio – uma primeira vez para a Motorola – e colocam a fabricante no segmento premium pela primeira vez na história recente. Apesar de todas as customizações possíveis através do Moto Maker, os dois telemóveis terão 3 possíveis acabamentos: preto com cinzento lunar; preto com ouro rosa e ouro puro.

No processador, os Moto Z são idênticos: um Qualcomm Snapdragon 820 (dual-core 2.15 GHz Kryo & dual-core 1.6 GHz Kryo CPUs, Adreno 530 GPU) e 4 GB de RAM. O Moto Z tem uma câmara traseira de 13 megapixels e uma frontal de 5 megapixels; o Moto Z Force oferece 21 megapixels na parte detrás e os mesmos 5 na frente. Nos dois modelos, a abertura da objectiva principal é de f/1.8, existe flash dual-LED (dual tone) e auto-foco, claro. Mais megapixels não significa melhores fotos. Mais megapixels resulta em pixels mais pequenos, o que significa que cada pixel terá menos luz. Assim podemos suspeitar que o Moto Z terá uma perfomance melhor em situações de pouca luz que o Moto Z Force.

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Ao nível de bateria, a do Moto Z tem capacidade de 2600 mAh e a do Moto Z Force de 3500 mAh. A Lenovo promete 30 horas de uso com o Moto Z, em uso moderado, e 40 horas com o Moto Z Force.

Os dois telemóveis estarão disponíveis a partir de Setembro em duas versões: de 32 GB ou 64 GB. O preço não é conhecido para nenhum dos Moto Z. Os equipamentos terão um conjunto de módulos, chamados Moto Mods, que poderemos acoplar aos mesmos, acrescentando funcionalidades – bem ao estilo dos módulos do LG G5. Há uma bateria extra que aumenta a capacidade em 2200 mAh, é 6,2 mm espessa e pode ter tecnologia de carregamento sem fios (essa versão pesa mais 85 g). Há um pequeno projector que permite projectar uma foto numa parede, por exemplo. Outro módulo são umas colunas que oferecem melhor qualidade de som e que, à semelhança do projector, têm uma bateria própria.

A Motorola incentiva os programadores a desenvolver os seus próprios Moto Mods e tem um milhão de dólares para investir em quem criar os melhores protótipos até Março do próximo ano. Os Moto Mods ficam presos aos Moto Z através de quatro ímans e comunicam com o telemóvel através de uma série de pins colocados na parte de trás do equipamento.

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