Peter Thiel continua nos quadros do Facebook apesar de não respeitar a missão da empresa

Quando o dinheiro fala mais alto que os valores morais.

Peter Thiel, um dos primeiros investidores do Facebook e apoiante de Donald Trump nas eleições norte-americanas, vai permanecer nos quadros da empresa apesar de ter contribuído propositadamente para a falência de um grupo de media.

O influente grupo Gawker Media, dono da Gawker, foi condenado a pagar 140 milhões de dólares depois de a revista digital ter divulgado uma sex tape de 1 minuto e 40 segundos envolvendo o antigo lutador de wrestling Hulk Hogan e a mulher do então melhor amigo. A empresa alegou não conseguir pagar e abriu falência. Peter Thiel financiou uma parte do processo de Hulk contra a Gawker, que, em 2007, publicou um artigo em que afirmava que o magnata de Sillicon Valley era homossexual.

Sheryl Sandberg, COO do Facebook, já tinha defendido a continuidade de Thiel nos quadros da empresa, dizendo que o investidor “fez o que fez de forma independente, não como membro dos quadros do Facebook”. Na segunda-feira, os shareholders do Facebook votaram sim à manutenção da actual administração, incluindo Peter Thiel. Mark Zuckerberg, que vota como fundador e stakeholder principal, aprovou a decisão.

Contudo, a continuidade de Thiel nos quadros do Facebook contradiz a mensagem de abertura e inclusão que Zuckerberg tem passado relativamente à sua empresa e rede social. “Tornar o mundo mais aberto e conectado” é a missão do Facebook.