Milhões de Nomes #4: Domenique Dumont


 
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Se uma das principais ideias do Milhões é a descoberta, poucos nomes se enquadram tão bem nesta edição como Domenique Dumont, sobre quem não se sabe praticamente nada.

“We don’t know much about Domenique Dumont and it might be better like that for it leaves more room for the music.” – é a frase que figura no site da Antinote, desde 2015, altura do lançamento do seu primeiro e único trabalho, sustento de todo o mistério.

Por falta de oportunidade, uma questão de marketing ou outro motivo qualquer, a verdade é que sem se saber se Domenique é um homem ou uma mulher, não são precisos mais que 30 minutos para o ficar conhecer. “Comme ça” é o seu primeiro e único registo, literalmente. Sobre o músico, o processo ou as influências nada se sabe. O pouco que se diz, atira-se à adivinhação.

O resultado, de resto, é um pop electrónico distinto e muito delicado. Uma mistura descarada entre ritmos vindos dos trópicos, com o recorte e requinte de herança gaulesa. Por entre sintetizadores e batidas alegres, flutuam letras melódicas num francês nem sempre perceptível. O tom que pode, à primeira, soar infantil rapidamente nos conquista pela coerência. Transporta-nos para o universo imaginário, mas bem adulto de Domenique.

Sendo um dos nomes com menos por dizer, é um dos que mais abre a porta à descoberta. Sobe ao Palco do Milhões de Festa no que vai ser uma espécie de revelação. É um dos nomes a estar atento nesta edição e no futuro próximo. Vindo de uma das maiores academias da música electrónica, Domenique Dumont parece ser mais uma jovem promessa para a seleção francesa.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!