Twitch vai fazer “serviço público” e transmitir as convenções norte-americanas


O Twitch é uma plataforma dedicada à transmissão de vídeojogos, mas recentemente tem apostado na diversidade de conteúdo e agora vai emitir tanto a convenção do Partido Republicano, que começa esta segunda, como a do Partido Democrático dos EUA.

A empresa detida pela Amazon diz que vai fazer ‘serviço público’ com esta cobertura total dos dois eventos, mas fica a dúvida se a emissão terá jornalistas ou comentadores a acompanhar a convenção ou se é apenas uma transmissão integral. Hoje arranca Donald Trump que vai até dia 21. Quatro dias depois é a vez de Hillary Clinton que termina a 28. As eleições realizam-se a 8 de novembro, uma terça-feira.

Um dos objectivos, diz o Twitch em comunicado, é “criar a oportunidade” de quem reside fora dos EUA “possa ser um agente no processo democrático ao fazer a sua voz ouvida”, sabendo a importância dos EUA no Mundo. Considerando a política um tema “sensível”, o Twitch vai moderar os chats dos canais de ambas as emissões das convenções.

twitchconvencoespartidoseua_02

Além disso, a equipa da plataforma conseguiu um acordo com os Democratas para permitir aos utilizadores do Twitch (re)emitirem a convenção com os seus próprios comentários e comunidade a acompanhar. O mesmo não foi possível junto dos Republicanos, de acordo com o comunidado.

Na deriva pela diversificação das trasmissões, o Twitch já tinha feito, por exemplo, o livestreaming do festival de música eletrónica Ultra Music Festival. Apesar disso, esta é a primeira vez que entra no área da política. Além do site, o Twitch tem uma aplicação para iOS, Android e Windows Phone.

Huffington Post aposta em vídeos em 360º

A cobertura do jornal vai passar pela emissão de vídeos em 360º de ambas as convenções. Espera-se uma forma de ver as notícias mais “imersiva”, através dos navegadores da web mas também do Google Cardboard (HTC Vive ou o Oculus Rift não devem estar disponíveis), capaz de se actualizar rapidamente com updates ou breaking news. Tanto o site como a aplicação (mobile em iOS e Android) devem contar este tipo de artigos, assim como as edições internacionais do Huffington Post.

Esta inovação vem no seguimento da compra, por parte da empresa-mãe (Verizon/AOL), do estúdio de realidade virtual RYOT no início deste ano. Apesar de outros orgãos de comunicação social estarem a avançar neste campo, esta é uma das primeiras investidas deste tipo para a cobertura de um evento político.