Mulher transgénero foi mutilada e queimada na Turquia. E agora é pedida justiça


Milhares de pessoas saíram às ruas na Turquia para exigir mais direitos e justiça perante os crimes cometidos contra a comunidade LGBT. A morte de Hande Kader, uma conhecida ativista transexual e prostituta, está a gerar revolta e demonstra os tempos turbulentos que o país está a enfrentar.

O corpo de Kader foi encontrado no passado dia 8 de Agosto, mutilado e queimado, em Zekeriyaköy, um bairro de Istambul, uma semana depois de ter sido vista pela última vez a entrar no carro de um cliente.

As autoridades ainda não comentaram as circunstâncias da morte da jovem mas acredita-se que tenha sido violada e mutilada antes do seu corpo ser queimado, possivelmente para evitar qualquer identificação do possível autor do crime.

Como sinal de protesto, os ativistas LGBT têm invadido as redes sociais com o hashtag #HandeKadereSesVer, que significa “Dêem voz a Hande Kader”. “Descansa em Paz. A tua morte não nos vai calar. Vamos continuar com a luta”, lê-se no Twitter. “Desisto do ser humano. Até onde vai o preconceito e o ódio?”, escreveu outro utilizador.

Foi ainda criada uma página de memorial no Facebook que conta com inúmeras mensagens de apoio mas também de revolta pelo desrespeito pelos direitos e liberdade da comunidade LGBT.

No passado domingo, realizaou-se uma marcha contra os crimes de ódio que têm afectado a comunidade LGBT nos últimos tempos. E os números são alarmantes. Segundo as várias associações, só na Turquia, e desde 2008, já foram mortos cerca de 40 transexuais.

Foto: Şener Yılmaz Aslan/Facebook