Wikileaks recompensará quem der infos sobre a morte de funcionário Democrata


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A organização Wikileaks, fundada há 10 anos por Julian Assange, está a oferecer 20 mil dólares em troca de informações referentes ao homicídio de Seth Rich, ex-funcionário do Comité Nacional Democrata. No dia 10 de Julho, Seth foi baleado várias vezes num quarteirão em Washington DC quando retornava a casa, acabando por morrer no local.

Rapidamente as teorias na Internet multiplicaram-se. Uns especulam que Rich tenha sido assassinado devido ao facto de ser funcionário do Comité. Outros acrescentam que pode estar envolvido no escândalo de divulgação de milhares de e-mails pelo Wikileaks. Há ainda quem aponte que o técnico estaria a ajudar o FBI na busca de irregularidades da eleição presidencial, fazendo dele um alvo.

Ao anunciar a decisão de premiar com dinheiro possíveis informações sobre o crime, a Wikileaks formalizou a polémica e a especulação. Em comunicado, Assange não confirmou nem desmentiu que Seth tenha sido a fonte da organização, acrescentando ainda que este incentivo monetário, aliado à recompensa de 25 mil dólares que a polícia de DC disponibiliza em casos de homicídio, poderá ajudar a família do ex-funcionário do Comité Nacional Democrata a conhecer novos dados.

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O pai de Rich afirma que ficou ofendido com o envolvimento do nome do filho em inúmeras teorias na Internet. Relativamente à Wikileaks, considera que aquele dinheiro pode ajudar a descobrir quem cometeu o crime, contudo não quer entrar no jogo da organização.

A versão oficial da polícia rejeita qualquer ligação entre a morte de Seth e a Wikileaks, ou mesmo a profissão no Comité Democrata. O polícia responsável acrescenta que é possível que Seth Rich tenha sido morto devido a uma tentativa de assalto.

Seth Rich, de 27 anos, trabalhou no Comité Nacional Democrata durante dois anos e desenvolveu um software de modo a que fosse mais fácil aos eleitores encontrar a sua mesa de voto. A congressista Debbie Schultz, presidente do Comité participou numa vigília em memória de Seth e Hillary Clinton evocou o nome do funcionário num discurso em que defendia restricções ao acesso a armas de fogo.

Quanto à fuga dos e-mails publicada pelo Wikileaks, um funcionário da campanha de Clinton e especialistas em segurança em rede já disseram que a Rússia poderá estar por detrás do escândalo.

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