As frases da Folia (dia 4)


No último dia de mesas de autores deste primeiro fim-de-semana de Folio – Salman Rushdie virá a Portugal na próxima sexta-feira para uma conversa de hora e meia com Clara Ferreira Alves –, as temáticas foram-se alargando cada vez mais: história, música, teatro e a literatura sul-americana proporcionaram declarações únicas, muitas delas polémicas e outras tantas bem mais consensuais.

As frases da Folia voltam na próxima sexta, com Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira e Rui Tavares a ocuparem os principais lugares no universo dos citadores e fraseadores.

“Rimbaud é o ídolo dos rockeiros. Ele é o traficante na África. Ele foi tudo e não foi nada” – Lúcia Bettencourt

“A partir de certa altura, a história deixou de passar por aqui [Óbidos]” –  Ana Margarida Carvalho

“É uma profissão nobre falar de todos os assuntos que as pessoas com poder económico e político prefeririam branquear ou esquecer” – Richard Zimler

“Quixote lia tantos livros que não conseguia ver um moinho” – Jorge Silva Melo

“Cervantes faz a Margarida Rebelo Pinto exemplar” – Jorge Silva Melo

“As pessoas que gostam de ler roteiros são os alunos de cinema e os tarados” – Marçal Aquino

“O livro é uma espécie de parente chato” – Patrícia Muller

“A gente continua sendo um país escravocrata e racista” – Luiz Ruffato

“Não dá para imitar Bolaño. Bolaño não é Garcia Marquez” – Juan Pablo Villalobos

“O que conduz o discurso literário é a música” – Sérgio Godinho

“Tenho muitos parceiros. Sou promíscuo na composição” – Pierre Aderne