MAAT abre as portas ao futuro com cartaz que nos vai fazer levantar da cama


O novo edifício do Museu de Arte Arquitectura e Tecnologia (MAAT) abre esta quarta-feira, dia 5 de Outubro, durante 12 horas com uma programação gratuita. O museu, que é uma das mais recentes apostas da Fundação EDP, promete aos visitantes um dia de festa com artistas nacionais e internacionais de diferentes campos artísticos, bem como visitas guiadas e a apresentação da plataforma de música digital Digitópia, curada pela Casa da Música.

A inauguração oficial do novo edifício do MAAT vai acontecer às 19 horas de 4 de Outubro para convidados e no dia 5 de Outubro para o público em geral. Nesta abertura, no dia 4, estará presente Amanda Levete, arquitecta britânica que desenhou o museu inserido num complexo que passa a envolver 38 mil metros quadrados na frente ribeirinha, na zona de Belém. Esse complexo inclui a Central Tejo, remodelada no início do ano, tendo mantido a exposição permanente do património histórico industrial do Museu da Eletricidade, e acrescentando espaços para a arte contemporânea.

A programação do dia 5 inclui projectos musicais que nos vão fazer levantar da cama. O primeiro nome a destacar é um artista de glitch, de seu nome Ryoji Ikeda. Trazer o japonês à inauguração do MAAT é, acima de tudo, uma escolha meticulosa. A música que ele produz é o expoente da revolução digital e é também a exposição deste mundo cheio de falhas, tal como o glitch se define. Quebras nos ritmos, sonoridade similar à de uma Fax Machine, isto é glitch e avisamos desde já que não é próprio para epilépticos, visto ser acompanhado por projecções vibrantes pintadas de preto e branco. Quem se deixar absorver, sentirá o futurismo digital a entrar por todos os poros, isso é garantido.

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O segundo nome de relevo é Zebra Katz, aka Ojay Morgan. Um pouco a par de Ikeda, este também pretende revolucionar e chocar, mas de uma forma um pouco diferente. É que Zebra é um rapper afro-americano queer. O culminar de duas frentes altamente discriminadas está patente na música que tem feito desde 2010. Em 2013, numa entrevista ao The Guardian, Zebrou Katz explica melhor a sua presença no meio musical e de que forma quer romper com a discriminação racial e sexual.

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O último nome que vos falamos é Fatima Al Qadiri, originária do Kuwait é “culpada” de fundir música asiática com electrónica ocidental, focando-se principalmente na China, país no qual o seu primeiro LP Asiastisch mais se debruça. Este ano lançou outro de longa duração, Brute. e da forma que soa não é erro nenhum assumir que será acompanhado de umas belas projecções.

Se estes nomes não te suscitaram curiosidade lembra-te que os portugueses Von Calhau, Carminho, Nigga Fox e Dead Combo também irão marcar presença neste dia completamente gratuito.

O novo edifício do MAAT, projectado pelo atelier AL_A, liderado pela arquitecta Amanda Levete, vai estar em total funcionamento em Março de 2017, estando a programação já planeada até 2019.