Já fazia falta uma festa como esta, só podia ser da Pontiaq


 
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A Pontiaq foi criada em 2012 para fazer nascer um disco – o EP Aurora, dos Savanna – mas acabou por dar à luz muitos mais. É agora uma editora, um estúdio, uma promotora. Acima de tudo, um ponto de encontro de amigos que partilham interesses, ideias e imaginários. Com já sete bandas no catálogo, já fazia falta uma festa para celebrar toda esta comunhão.

A primeira festa da Pontiaq vai acontecer no dia 2 de Dezembro no Time Out Market. As portas abrem às 19h00 e está prometida muita música e copos até às 4 da manhã. Toda a família Pontiaq vai lá estar – Basset Hounds, Ditch Days, Juba, Marvel Lima, Pista, Savanna e Treehouses 2090 – e tu estás convidado.

Já fazia falta uma festa como esta, só podia ter o apoio do Shifter.

Basset Hounds

Os Basset Hounds são o resultado da amplitude que nasce da necessidade de redefinir o horizonte de melodias, que se encontram entre o embalo e o impulso, conjugando guitarras aéreas, vozes dissipadas, baixos terrenos e baterias métricas. Caracterizados pela despreocupação em se cingirem a uma ideia, manifestam a fluidez da sua dinâmica e a coesão do seu som, que pode ser ouvido no álbum homónimo com selo da NOS Discos.

Ditch Days

Ditch Days nasce do desejo de dar forma ao imaginário de Guilherme Correia, José Crespo, Luís Medeiros e Rafael Traquino. Liquid Springs, álbum de estreia editado em Setembro de 2016, é o resultado disso mesmo. Ouvir o disco do início ao fim é realizar uma visita guiada a todos os cantos de Liquid Springs e um convite a passear por todas as suas praias, parques e avenidas, à boleia de melodias indie, ambiências envolventes e texturas cinematográficas.

JUBA

JUBA é a capital do Sudão do Sul. É também o nome da banda de João, Joel, Miguel e Tomás. Entre lendas e mitos do folclore asiático, guitarras hipnóticas e melodias vocais delicadas a música dos JUBA é uma amálgama cósmica de misticismo oriental com sabor a tom yum tailandês. Em 2013 editaram Mynah, longa duração de estreia, considerado pela crítica como um dos melhores álbuns desse ano. Entre a sensibilidade pop e a experimentação bipolar, o futuro auspicia coisas boas para estes garotos.

Marvel Lima

Os Marvel Lima, quinteto oriundo de Beja, é a prova que existe uma aura diferente na região do Alentejo. O seu single de apresentação “Mi Vida”, um groove synth-prog-pop-rock, serviu de cartão-de-visita para o primeiro álbum da banda, levando os primeiros concertos a diversos pontos do país e com “Fever”, o segundo single embebido em martini, a banda tornou-se uma aposta para o futuro dentro da música alternativa portuguesa. Uma mistura de géneros, onde rock psicadélico, congas e groove são hashtags para o álbum que saiu a 14 de Outubro deste ano.

PISTA

Os PISTA são três: Bruno Afonso, na bateria/voz, Cláudio Fernandes, na guitarra/voz, e Ernesto Vitali na guitarra/voz. A génese desta banda do Barreiro aconteceu aliando as bicicletas à música, mas a pedalada agora é outra. Depois do lançamento do EP (Pista), em Outubro de 2013, lançaram-se à estrada, apresentaram o single “Puxa”, continuaram as viagens de norte a sul do país, entre bares, clubes e os mais diversos palcos e fizeram nascer o primeiro álbum, Bamboleio.

Savanna

Os Savanna são filhos adoptivos de uma Lisboa surreal, nascidos nas beiras e empurrados para a capital por um bulldozer cheio de neons coloridos. Estes quatro rapazes unem as décadas de 60 e 70 na contemporaneidade praticando um exercício de acústica suja, analógico-espiritual repleto de melodias orelhudas e estranheza psicadélica. Após o lançamento do LP Dreams To Be Awake, os Savanna apresentaram-nos uma versão profana dos Black Sabbath e o seu mais recente single “Get It Right”, desvendando assim a sua faceta mais dançável onde os sintetizadores dreamy são polvilhamos de explosões nervosas detonadas por guitarras indisciplinadas. Prepara-se agora, em laboratório, o novo álbum para 2017.

Treehouses 2290

Formados em 2013, desde o início que os Treehouses 2290 sentem a necessidade de, vindos do punk rock, aliar intensidade com ambiências e melodias. O EP The Difference Between a House and a Home, de 2016, conta com inspiração lírica proveniente da tour europeia dada nesse mesmo ano, e, musicalmente, uma nova vertente electrónica e experimental. Editado em Abril deste ano pela editora Pontiaq, surge neste registo uma nova sonoridade, resultando num trabalho de atmosferas sónicas e energia envolvente.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!