Jameson Urban Routes: Thought Forms + 65daysofstatic


Esta sessão é especial. Partilha a curadoria com a Amplificasom e só isso já é carimbo de, pelo menos, bom gosto. Tal como diz um celebre amigo meu, há um fim-de-semana por ano que interessa – o do Amplifest. Como ainda falta muito até lá, é preciso ir consumindo estes pequenos encontros para não passar mal. É bonito quando já reconheces caras satisfeitas a cada evento organizado por estes meninos. E antes de vir Oathbreaker em dezembro, há tempo para viajar um pouco com os 65daysofstaic.

Tal como os Nothing, a Amplificasom trouxe um nome há muito pedido pelo público nacional. Os 65daysostatic já andam por cá há algum tempo e na altura em que post-rock estava em altas, conquistaram muita gente. Pelo menos a suficiente para fazer chegar a fila para entrar até aos lados da Fabiana.

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Com isso, foram muitos os que já não chegaram a tempo de Thought Forms. Mas acho que também ninguém se chateou. A banda responsável pela primeira parte de toda a tour leva-nos para uma viagem um pouco diferente, com alguma onda de shoegaze. A verdade é que isso ajudou a que se sentisse mais a brutalidade depois nos 65daysofstaic.

Não sou, nem grande adepto, nem grande conhecedor da cena de 65days em estúdio. Na altura começou a sair tanta coisa, que acabaram por se tornar mais uns no iTunes. Mas são muitos os rumores da tensão nos concertos. E já a internet tinha suado elogios sobre a actuação da banda no dia anterior, no Porto.

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Tudo se confirmou no Musicbox. Mais bruto, e sobretudo, mais dinâmico do que estava à espera. Talvez não fossem as malhas novas do disco No Man’s Sky: Music For Na Infinite Universe, a coisa tinha ficado ainda mais interessante. Mas também era só o motivo desta tour europeia, tinha de acontecer. O que vale é que as malhas mais antigas, ainda com aquele cheirinho a math rock, soaram muito bem.

Os sythns estavam fortes e a alternância de ritmos provocam ondas completamente diferentes. As vezes mais industrial, outras mais drum ou mesmo fritarias de glitch. Depois claro, os ritmos post-rock por todo o lado. Aquele clássico.

Sessão terminada, suada, e o melhor de tudo, deu vontade de chegar a casa com vontade de explorar mais. E é aqui que percebes que o concerto valeu a pena.

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